DEFUNTA REPÚBLICA DE MENTIRA

"(...) É, todavia, difícil compreender por que, até o fim do reinado de Pedro II, o Brasil era um país mais promissor que os EUA, mais importante que a China, a Índia, o Japão, a Coréia e quase todos os países europeus - de onde vieram muitos imigrantes - e hoje ocorre o oposto: (...)" - (Dr. José Carlos de Almeida Azevedo)

Defender a manutenção da imundície da Ilegítima Ditadura Republicana Genocida Brasileira, que seguiu matando pelo futuro milhões com suas inconsequências, negligências, omissões... É de uma falta de conhecimento extrema, de uma burrice crônica absoluta, ou de uma voracidade predatória sem precedentes... Apenas caindo Dilma com o seu "Perda Total", mesmo que seja junto com suas coligações (Partidos dos Partidos...) das Organizações Criminosas das Facções Narco-Psicopatas-Partidárias-Copartícipes dos Regimes Síndico-Comuna-Socialistas-Golpistas, da Máquina de Prostituição Parlamentar do Poder Central Republicano, Alinhada a Política Transnacional Continental Latina Americana do Foro de São Paulo... Quase nada mudará nessa decadente República de mentira nunca proclamada de fato - a sujeira mais uma vez apenas mudará de mãos.

O Brasil é escravizado por uma caricatura republicana presidencialista moralmente ilegítima abortada defunta como regime totalitário, cujas suas predadoras consequências se estenderam pelo futuro numa sucessão de ditaduras civis e militares... Nódoa negra do hoje paradoxalmente dito Exército do monarquista Caxias do Exército Imperial Brasileiro. Aliciados por meia dúzia de traidores da pátria discípulos da Seita Positivista, alguns militares do Exército Imperial foram utilizados como ferramenta executora do trabalho sujo que mergulhou o país nas trevas, com a desastrosa inauguração da primeira ditadura militar da História do Brasil em 15 de novembro de 1889, acabando com a democracia da Monarquia Constitucional Parlamentar Representativa do promissor respeitável Império do Brasil, que ombreava com as outras três nações mais poderosas, cuja sua Armada Imperial somada a Marinha Mercante, foi a 2ª Potência Naval da terra. Num determinado momento da nossa história, já fomos mais poderosos do que os Estados Unidos da América do Norte.

No desastre do Flagelo Republicano, entre mandos e desmandos nesses 126 anos de estagnação, se somam: "12 Estados de Sítios, 17 Atos Institucionais, 6 Dissoluções do Congresso, 19 Revoluções ou Intervenções Militares, 2 Renuncias Presidenciais, 3 Presidentes Impedidos, 4 Presidentes Depostos, 6 Constituições Diferentes, 4 Ditaduras e 9 Governos Autoritários"... Mais os últimos 30 anos de retrocessos perdidos num oceano de esgoto sem precedentes na História do Brasil, com a 6ª tentativa ressuscitadora do pesadelo da tragédia dessa fracassada Nova República Salvadora da Pátria perdida em si mesma, que além de produzir desde 1985 mais de 3.000.000* de assassinatos (*Incluindo as mortes provocadas pelos desserviços e/ou omissões dos sucessivos desgovernos), nos conduziu mais uma vez a um terrível vazio. E, tudo indica que a burrice ou obscuras ambições dos dementes políticos predadores devoradores da pátria, indiferentes ao que já funcionou a contento na história dessa nação fundada em 1822 como Império, continuarão como insaciáveis varejeiras investindo no engodo de novas inúteis defuntas repúblicas, que têm sido sinônimos de Desgraça Nacional. (Emanuel Nunes Silva)

sábado, 14 de junho de 2014

ARMADA IMPERIAL BRASILEIRA (A Armada Nacional)


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- Introdução -
"(...) A origem da Armada remonta à Marinha Portuguesa, existente já desde o século XII. A transferência da sede do Reino de Portugal, para o Brasil, em 1808, levou a que, para aqui, também fosse transferida uma parte importante da estrutura, pessoal e navios da Marinha Portuguesa. Estes seriam o núcleo da futura Marinha do Brasil. (...)" 
Fragmento da obra Nau Brasilis (Carlos Cornejo):
"(...) O Brasil é um país herdeiro de Portugal, nação de vocação marítima que já foi a maior potência naval e cujos cosmógrafos e nautas, explorando “mares nunca dantes navegados”, ampliaram os horizontes do mundo com suas extraordinárias descobertas. Em diversas capitanias, funcionaram estaleiros que construíram embarcações destinadas à cabotagem e ao longo curso. No Recôncavo Baiano, o grande número de rios navegáveis e a abundância de madeira de lei propiciaram a construção de embarcações e, durante a gestão do primeiro Governador-Geral do Brasil, Tomé de Sousa, em Salvador, então capital da emergente colônia, entre 1549 e 1553, promoveu-se a construção de navios de diversos tamanhos. Entre as embarcações produzidas durante o período colonial, também contavam-se aquelas inspiradas em modelos indígenas, já que os índios possuíam ampla experiência na produção de canoas, pirogas e jangadas, com formatos adaptados às condições locais de navegação marítima e fluvial, assim como conhecimento técnico quanto às melhores madeiras de lei nativas, resistentes à putrefação, entre as quais a peroba, a maçaranduba, o angelim e o pau-d’arco ou ipê. (...)"
Nau Brasilis (Carlos Cornejo).


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"(...) A Armada Nacional (como foi chamada a Marinha de Guerra Brasileira durante a monarquia constitucional - o Império do Brasil (1822-1889) surgiu com a independência do país. Era formada quase que em sua totalidade por embarcações, pessoal, organizações e doutrinas provenientes da transmigração da Família Real e da nobreza portuguesa em 1808 e do Brasil colonial (1530-1808). Os seus membros eram alguns poucos brasileiros natos (até então quase todos proibidos de servir), portugueses e ingleses, que optaram por aderir à causa da separação (e que conseqüentemente foram naturalizados brasileiros) e estrangeiros de vários países contratados como mercenários. 

Também foram aproveitados vários órgãos, os criados anteriormente, para o apoio logístico no Brasil, pela Marinha Portuguesa, que estava sob comando do Príncipe Regente Dom Pedro de Alcântara e outros que foram implantados e implementados por João VI de Portugal, apropriados à categoria já de Reino Unido de Portugal e Algarves, esses tais como: a Secretaria da Marinha de Guerra Naval, o Quartel-General (chamado de "Armadoria Imperial" onde funcionava o Conselho Supremo Militar de Almirantes e a Inteligência Naval, a Intendência e Contadoria Naval aos moldes do Almirantado Inglês de então, o Arsenal de Marinha, a Academia de Guardas-Marinhas, o Hospital Naval, a Auditoria Naval, a Fábrica de Pólvora do Exército e da Armada, os Cortes de Madeira Naval junto ao Arsenal de Marinha, que construía navios de transportes e ou Mercantes (apoio logístico do Reino); e outros serviços navais, como o Corpo de Fuzileiros Navais da Armada Imperial. Como primeiro Ministro da Marinha foi nomeado o brasileiro nato Capitão de Mar-e-Guerra Luís da Cunha Moreira (futuro visconde de Cabo Frio) em 28 de outubro de 1822. (...)" 


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Essa Grande Farsa Republicana das mentiras, falcatruas, fantasias... Perdida em si mesma nas trevas das irracionalidades; caricata e inexpressiva se comparada aos elevados ideais do outrora Império Gigante entre o Universo das Nações, que se perdem na bruma da memória... Sabotado e transformado em um "País Medíocre", por meia dúzia de Traidores da Pátria, todos discípulos da Seita Positivista, responsáveis pela Desgraça Nacional. Nesse Paraíso das inutilidades republicanas, Políticos Fantoches fingem que nunca existiu o Estado Independente Soberano Imperial Brasileiro, usurpado dos brasileiros no desastre da inauguração da Primeira Ditadura Militar, iniciada em 15 de novembro de 1889, acabando com o Brasil Grande e respeitado, quando éramos a terceira potência militar e econômica, época em que a Armada Imperial somada à Marinha Mercante, representou a segunda potência naval do planeta; período mais grandioso da nossa história hoje vilipendiado por muitos... 

"Até o fim do reinado de Pedro II, o Brasil era um país mais promissor que os EUA, mais importante que a China, a Índia, o Japão, a Coréia e quase todos os países europeus - de onde vieram muitos imigrantes". País Medíocre.

ARMADA IMPERIAL BRASILEIRA
A Armada Nacional

(como era chamada a Marinha de Guerra Brasileira durante o regime monárquico)

- I -

O Destino de Grandeza do Brasil foi interrompido por uma Traição 
O Destino de Grandeza do Brasil foi interrompido sem honra e grandeza pela traição do Golpe Militar Republicano em 1889, rompendo com a liberdade alcançada pela Monarquia Parlamentar Constitucional Representativa de um Governo próspero, consolidado, respeitado mundialmente, harmônico com nossas Raízes Históricas e a Legítima Identidade Nacional Brasileira, cujo seu Parlamento nada devia aos das maiores Democracias monárquicas ou republicanas do seu tempo. Entre 1880 a 1889, a Armada Imperial Brasileira, com os navios mais poderosos dos hemisférios Ocidental e Sul, foi a 3ª Marinha de Guerra da terra, que somada à Marinha Mercante Imperial, representou a 2ª Potência Naval perante as nações mais desenvolvidas da época. 
Como farol havia a Soberania do Imperador D. Pedro II; homem que foi eleito a segunda autoridade do mundo, ficando abaixo apenas da do Papa. Desprezado, humilhado e destituindo arbitrariamente alheio a opinião pública, por meia dúzia de conspiradores golpistas positivistas traidores da pátria. O Imperador foi preso com toda a sua família, inclusive as crianças, como se fossem criminosos perigosos. Banida do solo pátrio na calada da noite para que o povo desinformado não assistisse o que ocorria, a Família Imperial Brasileira foi expulsa do Brasil em menos de 24 horas após o Crime de Alta Traição e Lesa-Pátria de 15 de novembro de 1889. No mesmo dia 15 foi instituído o Governo Provisório Republicano, instaurador da Primeira e mais sanguinária Ditadura Militar da História do Brasil.
Encouraçado de Esquadra Riachuelo  
A Armada Imperial Brasileira foi a Força que tentou reverter o Golpe Republicano de 1889, entretanto a maioria dos seus Oficiais e Subalternos fiéis a Monarquia, Heróis da Pátria, foram executados sumariamente. "O golpe de Estado que instaurou a República no Brasil não foi bem aceito pelos militares da Armada Imperial. Marinheiros foram rechaçados a tiros ao darem vivas ao Imperador quando este estava aprisionado no Paço Imperial. O Marquês de Tamandaré implorou ao seu amigo Dom Pedro II que o permitisse debelar o golpe, mas, este o negou tal possibilidade (talvez tenha sido o Grande erro de D. Pedro II). O idoso almirante, com quase noventa anos de idade, seria preso mais tarde por ordem do ditador Floriano Peixoto sob a acusação de financiar militares monarquistas na Revolução Federalista."
Esse Estado de Exceção Totalitário Genocida Republicano para se manter nos seus 10 primeiros anos de arbitrariedades e fracassos, com o novo Exército Brasileiro republicano, massacrou impiedosamente cerca de 150.000 brasileiros, inclusive mulheres e crianças, que de certa forma se opuseram ao novo Regime, configurado àquele momento como Ditadura Militar; numa época em que a população brasileira era 11 vezes menor; o que corresponderia na atualidade ao genocídio de 1.700.000 pessoas, sendo a maioria executadas sumariamente. Nestes termos, a Farsa da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil, não foi pacífica. 
Esses elementos “proclamadores” além de espoliarem os bens da Família Imperial, para garantirem seus pescoços, criaram a Lei do Banimento que impedia até mesmo o retorno dos seus restos mortais para o Brasil. Faziam parte desse Governo de Mentira Fora da Lei, organizado na mesma noite de 15 de novembro, o Marechal Deodoro da Fonseca como Presidente da República e Chefe do Governo Provisório; o Marechal Floriano Peixoto como Vice-Presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Ruy Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o Almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da Maçonaria Brasileira.
URL da Imagem
Todos membros de uma sociedade secreta da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, chamada de "Bürschenschaft Paulista", ou "Studentenverbindung" (algo como confraria da camaradagem, em alemão), mais conhecida como "Bucha", criada, em 1831, pelo professor Julius Frank (1808 - 1841). Os membros da Bucha procuravam, quando alcançavam um alto cargo político, chamar seus colegas da Bucha para sua equipe. Carlos Lacerda descreveu assim a Bucha: "Uma sociedade secreta em que os sujeitos confiavam nos companheiros, digamos "da mesma origem", que passam pelas faculdades, futuras elites dirigentes. Um dia, um sobe e chama o outro para ser governador, para ser secretário, para ser ministro e assim por diante". 

Em uma viagem a Paris, Ruy Barbosa se encontra com D. Pedro II e fala: "Majestade, me perdoe, eu não sabia que a República era isso." tamanha era a decepção com o estado do país após a tal “proclamação da república”. Em 1892 abandona a bancada do Senado. Conseguintemente sofrendo ameaças por suas declarações pró-monarquia de arrependido, exila-se na Monarquia da Inglaterra.
Navio Escola Benjamim Constant • Pintado por: CARLOS KIROVSKY
Idealizado pelo Império (não para ter este nome de batismo), mas fabricado na França em 1891, por encomenda da já então República dos Estados Unidos do Brasil. (Repare na ainda Decoração Imperial de Proa)
"Com o golpe militar que conduziu à Proclamação da República Brasileira (1889), acentuou-se o declínio da construção naval no país. Por quatro décadas, entre 1890 e 1930 não ocorreram lançamentos de novos meios flutuantes pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. O foco dos governos republicanos passou a ser equipar o Exército para o combate aos levantes internos, o que não foi alcançado de maneira satisfatória devido às dificuldades que o novo regime enfrentou em seus primeiros anos. Complementarmente, a Marinha era percebida como uma ameaça ao novo regime republicano, pois havia se constituído em uma das instituições mais fiéis ao Império e ao Imperador D. Pedro II."
Considerando-se que a Armada Imperial chegou a ser superior a dos EUA, nestes termos, hoje é uma piada. Na progressão da História do Brasil, essa Ilegítima Forma Republicana de Governo Brasileira imposta à revelia falhou... Fracassou. Isso é fato incontestável. Só não vê quem não quer, ou por quem possui algum interesse obscuro neste atual vergonhoso estado de coisas desconjunturais & inconstitucionais.
Emanuel Nunes Silva - 2012
- II -
Antecedentes Históricos

Antecedentes Históricos (Vídeo) 
01 ● No início do século XV, Portugal era um reino pobre. A riqueza estava em Itália, na Alemanha e na Flandres (hoje parte da Bélgica e da Holanda). Nesse caso, porque foram os portugueses a encabeçar a expansão européia? A rica Ordem de Cristo foi o seu trunfo decisivo. Fundada por franceses em Jerusalém em 1119, com o nome de Ordem dos Templários, acabou por se transferir para Portugal em 1307, época em que o rei de França desencadeou contra ela uma das mais sanguinárias perseguições da História. Quando o Infante D. Henrique, terceiro filho de D. João I, se tornou grão mestre da Ordem, em 1416, a organização encontrou o apoio para colocar em prática um antigo e ousado projeto: circum-navegar a África e chegar à Índia, ligando o Ocidente ao Oriente sem a intermediação dos muçulmanos, que então controlavam os caminhos por terra entre esses dois cantos do mundo.
Vasco da Gama - URL da Imagem
02 ● No momento em que o Infante, à frente da Ordem de Cristo, resolveu dar a volta ao Continente Africano, a idéia parecia uma loucura. Havia pouca tecnologia para navegar em oceano aberto (o Mediterrâneo, o mar até então mais navegado, é fechado) e nenhum conhecimento sobre como se orientar no Hemisfério Sul, porque só o céu do Norte estava mapeado. Mais ainda: acreditava-se que, ao sul, os mares estavam cheios de monstros terríveis. De onde teria vindo então a informação de que era possível encontrar um novo caminho para o Oriente?... Possivelmente, dos Templários, que durante as cruzadas, além de se especializarem no transporte marítimo de peregrinos para a Terra Santa, mantiveram intensos contatos com viajantes oriundos de toda a Ásia.
03 ● A proposta visionária recebeu o aval do papa Martinho V, em 1418, na bula Sane Charissimus, que deu carácter de cruzada ao empreendimento. As terras tomadas aos infiéis passariam para a Ordem de Cristo, que teria sobre elas tanto o poder temporal, de administração civil, como espiritual, isto é, o controlo religioso e a cobrança de impostos eclesiásticos. Entre o lançamento oficial da empreitada e a conquista do objetivo final decorreria muito tempo, precisamente oitenta anos. Só em 1498 o cavaleiro Vasco da Gama conseguiria chegar à Índia. Morto em 1460, o Infante D. Henrique não assistiu ao triunfo da sua cruzada. Mas chegou a ver como, no seu rasto, Portugal se iria tornar a maior potência marítima da Terra.
04 ● O Convento de Cristo, histórico monumento na cidade de Tomar, pertenceu à Ordemdos Templários, foi fundado e povoado em 1160 pelo Grão-Mestre dos Templários D. Gualdim Pais, um dos bravos das tropas de D. Afonso Henriques que a seu lado combateu contra os mouros, vindo a ser ordenado cavaleiro pelo soberano em 1139 na Batalha Gloriosa e Épica de Ourique, com apenas 21 anos de idade. A fortaleza foi escolhida como sede dos Cavaleiros Templários, desempenhando um papel importante não só na Reconquista como na vanguarda dos descobrimentos, e também no seu consequente reagrupamento como Cavaleiros da Ordem de Cristo, que graças a um golpe de gênio de D. Dinis conservou a obra e os bens da Ordem dos Templários mudando-lhe o nome. Como a Ordem substituta continuava com os mesmos propósitos Religiosos, o Papa Clemente V, deve ter compreendido e aceite.
Continue lendo aquiaqui, ou no Capítulo - XI - desta Matéria.
As Primeiras Expedições no Atlântico


A origem da Armada Nacional remonta à Marinha Portuguesa, existente já desde o século XII. A transferência da Sede do Reino de Portugal, para o Brasil, em 1808, trouxe uma parte importante da estrutura, pessoal e navios da Marinha Portuguesa. Estes seriam o núcleo da futura Marinha do Brasil. Muitos Navios da Real Marinha de Guerra Portuguesa foram construídos no Brasil. Na época em que o Brasil construía os Navios mais poderosos do Planeta. 


Óleo de Oscar Pereira da Silva 
Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500

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Marinha Real Portuguesa 

Naus & Armada Imperial Brasileira 
Nau Portuguesa Flor do Mar 
Nau Portuguesa Flor de la Mar - Flor do Mar (Flor de la Mar, Frol de la Mar, Flower of Sea)

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Construída em Lisboa em 1502, com capacidade para 400 toneladas, era considerada uma das mais avançadas em sua época. Lançada ao mar nesse mesmo ano, zarpou para a Índia na Armada sob o comando de Estêvão da Gama, irmão de Vasco da Gama. Participou em vários episódios bélicos importantes, mas ficou famosa pelas circunstâncias em que naufragou. Em 1511, Afonso de Albuquerque, dada a grande capacidade da nau, usou-a para transportar o valioso espólio tomado na conquista de Malaca, mais os presentes do Reino do Sião (Tailândia) para o Rei de Portugal. Mas, na noite de 20 de Novembro de 1511, no Estreito de Malaca, foi afundada por violenta tempestade. Afonso de Albuquerque escapou por pouco numa jangada improvisada. A “Flor de la Mar” levou consigo para o fundo todos os tesouros que transportava: 200 cofres repletos de pedras preciosas, diamantes “como punhos”, e muitas outras preciosidades. O caçador de tesouros estadunidense Robert Marx chegou investir 20 milhões de dólares para localizar os destroços da nau. Diz ele tratar-se do navio mais rico do mundo desaparecido no mar. A Indonésia tem disputado judicialmente com a Malásia o direito aos tesouros da Nau. 
A Armada - 1580

Galeão Português São Martinho "San Martin" em espanhol. 
O São Martinho foi um Galeão da Marinha Portuguesa, construído em 1580. Em 1588 foi escolhido pelo Duque de Medina Sidónia - Comandante da Armada Invencível - para sua Nau Capitânia.


Armada Invencível Spanish and Portuguese galions
https://www.youtube.com/watch?v=ggibpp2To38

48 canhões distribuídos em 3 pavimentos. Era o navio Capitânia da Invencível Armada Espanhola, liderada pelo espanhol Medina Sedonia, comandante da frota. Hoje é conhecido como um dos maiores galeões da história espanhola, mesmo sendo Português. Foi o segundo maior navio da frota que continha mais de 16 navios portugueses. Como o Galeão Português de Florença com seus 52 canhões e o famoso San Mateo Galleon com 34 canhões, o San Juan com 50, San Marcos com 33, San Felipe com 40, San Luis com 38 armas, mais 4 com 50 canhões cada um e outros grandes navios portugueses. Esta Armada Espanhola foi a maior do planeta, e continha os maiores navios. O principal alvo para a British, entretanto um alvo difícil, que algumas vezes eram necessários 20 navios britânicos para 1 galeão Português.
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Batalha de Gravelines - Guerra Anglo-Espanhola
Data: 29 de Julho de 1588 
Local: Canal da Mancha, perto de Gravelines, França 
Desfecho: Vitória inglesa.

Invencível Armada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Invenc%C3%ADvel_Armada
Na imagem provavelmente um Galeão com aproximadamente 120 canhões, bem posterior ao Galeão Padre Eterno, nos dá uma noção de escala. 
Nau Portuguesa Madre de Deus 
Construída na Ribeira das Naus em Lisboa em 1589, era maior que qualquer navio em que os ingleses já estivessem posto os olhos: 165 pés de comprimento, 57 pés de boca, 1600 toneladas, três vezes o tamanho da maior embarcação existente na Inglaterra; sete cobertas, superestrutura em talha dourada e porões repletos de tesouros. 
Ribeira das Naus - Roque Gameiro

A nau Madre de Deus foi o maior navio do mundo no seu tempo, deslocando 1 600 toneladas (900 das quais em carga). Construída na Ribeira das Naus em Lisboa em 1589, para a Carreira da Índia, tinha 50 metros de comprimento e 14,5 metros de largura. Dispunha de 7 conveses e 32 canhões, entre outras armas, empregando uma tripulação de 600 a 700 homens. Em agosto de 1592, carregada de valiosíssimas mercadorias, de regresso a Lisboa na sua segunda viagem à Índia, foi atacada e capturada por uma frota inglesa de seis navios ao largo dos Açores. A Madre de Deus constituiu um dos maiores saques da História.

(...) Entre as riquezas transportadas pela nau Madre de Deus estavam baús cheios de pérolas e jóias preciosas, moedas de ouro e prata, âmbar, rolos de tecido da mais alta qualidade, tapeçaria, 425 toneladas de pimenta, 45 toneladas de cravo da Índia, 35 toneladas de canela, 25 toneladas de cochonilha, 15 toneladas de ébano, 3 toneladas de noz-moscada e 2,5 toneladas de benjamim (uma resina aromática usada em perfumes e medicamentos). Havia ainda incenso, sedas, damasco, tecido de ouro, porcelana chinesa, presas de elefante entre outros artigos. Finalmente e talvez o maior tesouro que os ingleses adquiriram: um documento impresso em Macau em 1590, que continha informação preciosa sobre o comércio português na China e no Japão. (...) 
Modelo

(...) Em 1592, em violação da Aliança Luso-Britânica de 1373, considerada sem efeito durante a Dinastia Filipina e em plena guerra entre Espanha e Inglaterra, uma frota naval inglesa composta por 6 navios esperava ao largo dos Açores para interceptar navios mercantes de Espanha que vinham das Américas com mercadorias várias, quando uma frota portuguesa vinda do sul se aproximou. Os ingleses forçaram o navio Santa Cruz a terra roubando todas as mercadorias que os portugueses não haviam conseguido salvar. Sob ameaça de tortura conseguiram também obter informação de que havia mais naus a caminho, vindas da Índia. Uma destas naus era a Madre de Deus, que voltava da sua segunda viagem à Índia e se dirigia para Lisboa carregada de mercadorias. Sensivelmente a meio do mês de Agosto desse ano, os corsários ingleses liderados pelo Comandante Sir John Burrough, tomaram a nau após um longo dia de batalha perto da ilha das Flores, na qual vários marinheiros portugueses perderam a vida.
Modelo

Quando os ingleses embarcaram, os conveses estavam cheios de sangue e os corpos dos marinheiros estavam espalhados um pouco por todo o navio, mas mais concentrados perto do leme. Burrough poupou a vida do Capitão Fernão de Mendonça Furtado e dos restantes feridos, enviando-os para a costa. Segundo o uso na época, quando um navio fosse capturado, procedia-se ao transbordo da carga e o navio apresado era incendiado e afundado. Contudo, os corsários ingleses ficaram tão impressionados com as dimensões da nau portuguesa que a rebocaram para Inglaterra. As enormes naus portuguesas da carreira da Índia eram construídas de forma a terem boa navegabilidade e um grande espaço de carga, de forma a rentabilizar as viagens, tornaram-se presas cobiçadas pela pirataria emergente na época. (...)

(...) A nau atracou no porto de Dartmouth no dia 7 de Setembro, mais alta que todos os outros navios e todas as casas na vizinhança do porto. A nau portuguesa tinha o triplo do tamanho do maior navio inglês, com uma estrutura maciça embelezada e um porão enorme repleto de tesouros da Índia. Nunca se havia visto tal coisa em Inglaterra e gerou-se o pandemônio. A Madre de Deus atraiu para o porto toda a espécie de comerciantes, ladrões e curiosos de quilômetros de distância. As pessoas visitavam o castelo flutuante e procuravam marinheiros bêbedos nas lojas e tabernas circundantes, de quem pudessem tirar os tesouros roubados. A lei inglesa na altura ditava que uma percentagem do quinhão ia sempre para a coroa e quando a rainha Isabel I de Inglaterra foi informada do sucedido enviou Sir Walter Raleigh para reclamar o seu quinhão e punir os saqueadores. O valor estimado da carga equivalia a metade do tesouro inglês na altura. Quando Raleigh restaurou a ordem já só sobrava na nau cerca de um quarto das mercadorias inicialmente trazidas por Burrough. 
Este sopro de riquezas das Índias galvanizou o interesse inglês na região. Os ingleses a partir daqui passaram a vestir os funcionários que faziam as descargas das mercadorias dos navios com uniformes sem bolsos. (...)
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Seções de um Galeão Português

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Esquema de um Navio de Linha 
Imagens:


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- III -
Naus e Galeões construídos no Brasil

PADRE ETERNO
"O Padre Eterno, construído no Brasil, o maior galeão do mundo no século XVII, de onde se deriva a denominação da Ponta do Galeão, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Mandado construir em 1659, por Salvador Correia de Sá e Benevides, Governador e Capitão-geral da Capitania do Rio de Janeiro, sob a direção de Sebastião Lambert, sua construção prolongou-se durante quatro anos, e foi lançado ao mar no Natal de 1663. Incorporado à Marinha Portuguesa, fez sua primeira travessia do Atlântico rumo a Lisboa em 1665. A chegada àquele porto do maior galeão até então construído no mundo chamou a atenção das potências estrangeiras." 

"Com 53 metros de comprimento, tinha capacidade para o transporte de duas mil toneladas de carga, e era dotado de duas cobertas, com capacidade para cento e quarenta e quatro peças de artilharia, armamento que superava o de muitas fortalezas coloniais à época. As madeiras e o seu projeto tornavam-no leve e resistente, além de fácil de ser manobrado. O seu mastro principal era feito de um único tronco, com quase três metros de circunferência na base."
Esta gravura ao lado, mostrando o navio em Lisboa, é a única imagem conhecida do galeão Padre Eterno e consta na obra Du Globe Terrestre (Tomo I, ilustração XCII, página 257), de autoria do cartógrafo Alain Manesson-Mallet (1630-1706), publicada em Paris, em 1683, que aquele autor destacava como sendo “o maior navio construído no século, com um comprimento de 180 passos na quilha, dotado de seis conveses, 160 portinholas e igual número de canhões, capacidade para quatro mil caixas de açúcar de 1.500 libras cada e 2.500 rolos grossos de tabaco, podendo transportar de três a quatro mil homens”, no que parece ser uma descrição um pouco exagerada, visto que, segundo outras fontes, o Padre Eterno teria aproximados 53 metros de comprimento, capacidade para o transporte de duas mil toneladas de carga e era dotado com 144 peças de artilharia (armamento que superava o de muitas fortalezas na época).

"Afirma-se, também, que seu mastro principal era feito de um único tronco, com quase três metros de circunferência na base. Segundo Mallet, em 1683, o Padre Eterno achava-se abandonado num pequeno porto do Rio Tejo, perto de Aldeia Galega, a três léguas de Lisboa. Posteriormente, aquele imenso galeão, que representa uma época e é um dos superlativos da construção naval brasileira, teria naufragado no Oceano Índico. Gravura do acervo de Carlos Cornejo." 

Esta descrição acima não corresponde com a gravura ao lado, pois o navio possuía 144 portinholas para canhões. O Padre Eterno foi um galeão português, construído no Brasil no século XVII. Foi considerado, à época, o maior navio do mundo. 
Fragmento da obra Nau Brasilis (Carlos Cornejo): "(...) O primeiro estaleiro erguido por iniciativa oficial, fundado por Francisco de Souza, sétimo Governador-Geral do Brasil, entre 1592 e 1602, para construção e reparo de embarcações, foi a Ribeira das Naus, servida por artífices navais trazidos de Portugal, entre carpinteiros, ferreiros e calafates (esses últimos, os que com estopa alcatroada vedavam as juntas ou fendas das embarcações). A Carta Régia de 2 de dezembro de 1650, determinava a construção anual de um galeão de oitocentas toneladas de arqueação (a capacidade dos espaços internos de uma embarcação para transportar tonéis), para atender às necessidades de transporte de açúcar dos senhores de engenho baianos. O ponto alto deu-se em 1659, quando o Governador Salvador Correia de Sá e Benevides, para demonstrar que as madeiras tropicais eram de ótima qualidade para a construção naval, ordenou a construção do maior navio até então produzido no Novo e no Velho Mundo: o Galeão Padre Eterno, de onde se deriva a denominação da Ponta do Galeão, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Sua construção prolongou-se durante quatro anos, e foi lançado ao mar no Natal de 1663. Incorporado à Marinha Portuguesa, fez sua primeira travessia do Atlântico rumo a Lisboa em 1665. A chegada àquele porto do maior galeão até então construído no mundo chamou a atenção das potências estrangeiras e atraiu espiões. O mesmo recebeu destaque na obra Du Globe Terrestre, de autoria do cartógrafo Alain Manesson-Mallet (1630-1706), publicada em Paris, em 1683, como sendo “o maior navio construído no século, com um comprimento de 180 passos na quilha, dotado de seis conveses, 160 portinholas e igual número de canhões, capacidade para quatro mil caixas de açúcar de 1.500 libras cada e 2.500 rolos grossos de tabaco, podendo transportar de três a quatro mil homens”. (...)" Nau Brasilis (Carlos Cornejo). 

Navios da Real Marinha de Guerra Portuguesa
Martim de Freitas
Nau de Linha
Possível aparência da Nau Martim de Freitas (posterior Nau Pedro I) 
Na imagem a Nau S. António e S. José, ambas com 74 peças de Artilharia 
(Nau Santo António a Pérola da América)

Navio português de linha de 3ª classe, construído por António da Silva no estaleiro da marinha na Bahia no Brasil, com dois deckes de artilharia com 64/66 peças de artilharia e com 500 a 650 homens a bordo, começou a ser construído em 1 de Outubro de 1760 e lançado ao mar em 29 de Janeiro de 1763 com o nome de ‘Santo Antonio e S. José’ também conhecida como ‘Santo António a Pérola da América’ e pronto para o serviço em 28 de Fevereiro de 1763, como principais dimensões tinha 53,33 metros de comprimento de quilha, 13,38 de boca, 11,25 de pontal e 6,37 de calado, o seu custo, incluindo a artilharia, foi de 134.904.283$000 reis. Fez parte da esquadra do Sul e entrou na expedição contra Argel em 1784. Reconstruído e modernizado em 1794 com o nome de ‘Infante Dom Pedro Carlos’ passou a ter o nome de ‘Martins de Freitas’ em 1806, fora de serviço em 1822, vendido ao Brasil, passa a ter o nome de ‘Dom Pedro I’ em 1828.
Nau Pedro I, ex-Martim de Freitas, foi o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem a Dom Pedro de Bragança, primeiro Imperador do Brasil. Em 7 de março de 1808, a então Nau portuguesa Martim de Freitas, integrava a Esquadra portuguesa composta também pelas Naus Príncipe Real, Medusa, Afonso de Albuquerque, Conde D. Henrique, D. João de Castro, Príncipe do Brasil, Rainha de Portugal, as Fragatas Minerva, Urânia e Golfinho, os Bergantins Condessa de Resende, Lebre, Batão e Furão e a Charrua Tétis, que trouxe a Família Real e a Corte Portuguesa para o Brasil, em virtude da iminente invasão da metrópole pelas tropas de Napoleão. Aderiu à Independência do Brasil quando estava no porto do Rio de Janeiro, sofrendo reparos e reaparelhamento no Arsenal de Marinha, junto com as Naus Afonso de Albuquerque, Príncipe Real, Medusa, João de Castro e Vasco da Gama. Foi incorporada a Marinha em 10 de novembro de 1822, quando tornou-se o primeiro navio a hastear a nova bandeira do Império do Brasil. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Fragata João Batista Lourenço.
São Sebastião 
Nau de Linha
 
AMRJ - Nau São Sebastião 
Navio português de linha de 3ª classe, construído por Antonio da Silva no estaleiro da marinha no Rio de Janeiro no Brasil, com dois deckes de artilharia com 64 peças de artilharia e com 500 a 650 homens a bordo, começou a ser construído em 1764 e lançado ao mar em 8 de Fevereiro de 1767 com o nome de ‘São Sebastião’ e pronto para o serviço em 19 de Agosto de 1767, as suas principais dimensões eram 59,60 metros de comprimento de quilha, 15,50 de boca, 13,00 de pontal, este navio tinha a particularidade de as suas cobertas terem uma altura de 2,55 metros que não era habitual em navios de guerra. Segundo Celestino Soares «podia, pelas suas dimensões e gálimos, reputar-se de 80, e tão grande que as suas cobertas tinham a altura de 8 pés, que a até então, nunca se deram às de nenhum outro vaso de guerra até 1861», também conhecido como ‘Serpente’, em Março de 1793 fazia parte da Esquadra de Reserva. O governo tinha ordenado que tivesse pronta para qualquer comissão de serviço, fez parte da esquadra na expedição ao Roussillon, de 1798 a 1800 era navio de linha da esquadra que operou no Mediterrâneo em cooperação com a Frota do Mediterrâneo do Almirante Nelson, capturado pelos franceses em 1807, ficou em Lisboa por necessitar grandes reparações no costado. Recuperada durante a ocupação francesa foi crismada como ‘Brasil’, mas ficou conhecida como ‘Le Grand Dragon’ devido à forma da sua figura de proa, passou para a posse da coroa em 1808, ultimo serviço em 13 de Janeiro de 1823, desmantelado em 1832.

“Nau setecentista da armada real portuguesa. Não foi o primeiro navio de concepção européia construído na cidade do Rio de Janeiro (onde a industria naval se iniciou em 1531 com a realização de dois bergantins), mas foi o primeiro a ser arquitectado no núcleo industrial que, em 1948, se transferiu para a vizinha ilha das Cobras e que é o atual Arsenal da Armada Brasileira. O «São Sebastião», construído sob a responsabilidade de António Silva, era um navio de 1 400 toneladas, com as seguintes proporções : 59,60 metros de longitude; 15,50 metros de boca; e 13 metros de pontal."

Foi construído em madeira de pinho Paraguaná, uma essência autóctone que se revelou excelente para a construção de navios. A madeira foi oferecida pelo mosteiro de São Bento e pelo convento do Carmo, proprietários das densas florestas que, ainda então, cobriam os arrabaldes da cidade. O «São Sebastião» recebeu o seu nome em honra do padroeiro da cidade do Rio, mas foi popularmente designado pelo apodo de ‘nau serpente’, pelo fato da sua proa estar ornamentada com um dragão.

Apresentava a particularidade das suas cobertas terem uma altura de 2,55 metros, o que não era habitual nos vasos de guerra do seu tempo. Estava armado com 64 canhões (de vários calibres) e a sua guarnição completa compreendia 574 homens. A viagem inaugural da nau «São Sebastião», que se revelou ser um navio com excelentes qualidades náuticas, principiou a 19 de Agosto de 1767, dia em que zarpou da baía do Rio de Janeiro com destino à capital do Reino. O navio esteve implicado nos combates navais da guerra do Rossilhão e -quando pertenceu à Esquadra do Oceano, comandada pelo marquês de Nisa- em várias outras campanhas que tiveram lugar no mar Mediterrâneo.

Foi a nau «São Sebastião» que levou para Espanha (em Julho de 1816) as infantas Dona Maria Isabel e Dona Maria Francisca de Assis, para ali contraírem casamento, respectivamente, com o rei Fernando VII e com o príncipe D. Carlos Maria Isidoro, irmão do soberano. Este navio também fez parte da esquadra que trouxe para Lisboa (em 1817) a princesa Dona Maria Leopoldina -filha de Francisco II de Áustria- que desposou o príncipe D. Pedro de Alcântara, futuro rei de Portugal e imperador do Brasil. Do navio «São Sebastião» sabe-se, ainda, que sofreu um grande restauro em 1807, que foi desativada em 1818 e que foi desmantelada, no arsenal de Lisboa, no ano de 1832.”
Nossa Senhora de Belém
Nau de Linha
Navio português de linha de 4ª classe, construído por Jerónimo e Luis Isidro no estaleiro da marinha no Pará no Brasil, com dois deckes de artilharia com 64 peças de artilharia e com 380 a 450 homens a bordo, começou a ser construído em 7 de Junho de 1761 e lançado ao mar em 26 de Março de 1766 com o nome de ‘Nossa Senhora de Belém’ e pronto para o serviço em 19 de Abril de 1766, nau da carreira da Índia desde 1778 e para onde fez várias viagens, passou a ter o nome de ‘São José’ em 1804, vendido em 25 de Agosto de 1804, desmantelado em 1808.
Príncipe do Brasil
Nau de Linha
Navio português de linha de 4ª classe, construído por Manuel da Costa no estaleiro da marinha na Bahia no Brasil, com dois deckes de artilharia com 54/64 peças de artilharia e com 380 a 450 homens a bordo, lançado ao mar em 12 de Setembro de 1802 com o nome de ‘Príncipe do Brasil’ e pronto para o serviço em 28 de Dezembro de 1802, as suas dimensões eram de 58,23 metros de quilha, 14,74 de boca e 11,92 de pontal, o seu custo foi de 233.620.977$000 reis, era navio da esquadra que levou a família real em 1807, nas ordens de batalha, vinha em vários documentos classificada como Fragata. Fora de serviço em 1822, passa para o Brasil em 1823.
Mais navios da Real marinha de Guerra Portuguesa construídos no Brasil são encontrados nos Links abaixo:
Imagens:

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São Gabriel

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Fragata D. Fernando II e Glória

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Nau Príncipe da Beira - 68 peças de artilharia, e D. Maria I - 74 peças de artilharia.

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Nau S. António e S. José, ambas com 74 peças de Artilharia 
(Nau Santo António a Pérola da América)


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Nau S. Francisco Xavier - 80 peças de artilharia (Arsenal de Goa)

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Nau Vasco da Gama
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Nau São Sebastião - construída no Arsenal da Bahia

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Fragatas da costa do Brasil 

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Fragata D. Fernando II e Glória

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Fragata D. Fernando II e Glória

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Fragata D. Fernando II e Glória


Nau Martim de Freitas - Construída no Arsenal da Bahia

Fragata Príncipe da Beira
- IV -
Chegada da Família Real Portuguesa com a Corte ao Rio de Janeiro 
Fragmento da obra Nau Brasilis (Carlos Cornejo): "(...) No decurso do século XIX, diversos fatos históricos foram fundamentais para o desenvolvimento que iriam adquirir tanto a Marinha Mercante como a Marinha de Guerra brasileira, determinando o rumo da construção naval no País. Em 27 de novembro de 1807, diante do avanço das tropas invasoras de Napoleão Bonaparte, o Príncipe Regente de Portugal, Dom João de Bragança, embarcou com sua Corte rumo ao Brasil, num total de quase onze mil pessoas a bordo de quarenta navios, sob a proteção da Esquadra inglesa. 

À sua chegada à Bahia, diante das circunstâncias provocadas pela guerra, Dom João decretou a Abertura dos Portos às Nações Amigas, tornando sem efeito todas as proibições relativas ao comércio e navegação entre o Brasil e outras nações, conforme a Carta Régia de 28 de janeiro de 1808. Nesse mesmo período, readquiriu importância o Arsenal de Marinha da Bahia, onde foi construída, em 1808, por ordem do Conde da Ponte, então Governador da Província da Bahia, a Galeota Real, para o serviço do Príncipe Regente, a qual foi trasladada ao Rio a reboque de um navio a vela, passando a ser utilizada para o transporte de membros da Família Real, nobres da Corte, dignatários estrangeiros e visitantes ilustres, entre o cais e os navios fundeados ao largo, assim como em ocasiões solenes e festividades. 

Em 1811, o Arsenal da Marinha da Bahia lançou ao mar uma fragata, um bergantim de guerra, duas barcas, duas escunas, um iate, duas lanchas e várias embarcações menores, e que outros estaleiros produziram três galeras, oito brigues e três sumacas. Com a partida de Dom João VI, no Governo do Brasil ficou o Príncipe Herdeiro Dom Pedro, que, diante das pressões para o seu retorno a Portugal e da pretensão da Assembleia Portuguesa de restituir o Brasil à condição de colônia, proclamou a Independência em 7 de setembro de 1822, e pouco depois se fazia coroar como Imperador Dom Pedro I. 

Como tropas portuguesas leais mantivessem o controle da Bahia e diversas províncias relutassem em aderir à Independência, tornou-se premente a organização de uma Marinha nacional e, em consequência, O Arsenal de Marinha reparou e reaparelhou as embarcações disponíveis e consta que Dom Pedro I, por vezes acompanhado por Dona Leopoldina, ia periodicamente ao estaleiro para acompanhar as obras e dar incentivo aos trabalhadores. Figura de primeira importância na criação da Marinha do Brasil foi também José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, que anteviu a importância de uma força naval para enfrentar a Marinha portuguesa, consolidar a Independência e evitar a desagregação do País, vistas as imensas distâncias que separavam as províncias do Império em formação. 

A Abertura dos Portos às Nações Amigas, liberando o comércio internacional e atraindo aos portos brasileiros comboios de navios mercantes ingleses, prejudicou a navegação de longo curso, até então realizada predominantemente por armadores portugueses, mas não lesou a atuação da Marinha Mercante nacional dedicada à navegação costeira, que se manteve pujante, amparada por uma legislação que protegia a cabotagem, exclusiva para armadores brasileiros, com isso, estimulando também a construção de embarcações para navegação costeira e interior em estaleiros espalhados por todo o País. 

Na Baía de Guanabara, que nas décadas seguintes iria concentrar a indústria naval brasileira, intensificou-se a navegação interior, com a criação das primeiras linhas regulares para transporte de carga e passageiros. Durante o Império, um marco relevante da navegação foi também a abertura do Rio Amazonas aos navios de todas as bandeiras. A evolução da indústria naval nesse período esteve vinculada às normativas que regiam o comércio marítimo. Segundo Affonso Costa, em A Marinha Mercante (o Problema da Atualidade), obra publicada em 1917: “O comércio marítimo, à sombra dessas medidas, tomou grande incremento, a navegação nacional se estendeu numerosa, cortando as nossas águas em todas as direções; a indústria de construção e reconstrução naval nasceu e floresceu na Corte e nas províncias, para o que não pouco concorriam os nossos Arsenais de Marinha, onde se habilitavam excelentes e experimentados artistas”. Nau Brasilis (Carlos Cornejo)
Chegadada Família Real Portuguesa ao Rio de Janeiro em 7 de Março de 1808
Óleo sobre tela, 1999, 609 X 914 milímetros. Quadro de Geoffrey Hunt 
Nau Príncipe Real 
Em primeiro plano a Nau Príncipe Real, onde tinham viajado a Rainha D. Maria I, o Príncipe Regente e os seus dois filhos, os infantes D. Pedro e D. Miguel, e o infante espanhol D. Pedro Carlos de Bourbon, no momento em que acaba de fundear, usando a sua caranguejola, vendo-se o Estandarte Real a flutuar no mastro principal. Os pequenos botes ao redor da nau transportam personagens que não quiseram deixar de cumprimentar imediatamente a Família Real, já que o desembarque só se realizou no dia seguinte. Do lado esquerdo está a Nau britânica Marlborough, que se encontrava na baía, a disparar uma salva, com a guarnição colocada nas vergas. Do lado direito pode ver-se a Nau Afonso de Albuquerque, que tinha transportado a Princesa Carlota Joaquina e quatro das suas seis filhas, a começar a ferrar as velas preparando-se para entrar no vento e fundear. Atrás está a Medusa, que tinha transportado o ainda Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, António de Araújo de Azevedo, futuro Conde da Barca, e a Fragata Urânia, que escoltou o Príncipe Regente durante toda a viagem. Ao lado destas, a Nau britânica Bedford, que tinha acompanhado a frota portuguesa desde as Canárias. Mais à direita, na linha de costa o fumo branco representa a salva do Forte de Villegaignon, que já não existe, vendo-se também - da esquerda para a direita - a costa de Niterói, a entrada da Baía do Rio de Janeiro e o Pão de Açúcar.
Nau Príncipe Real
RESUMO

 Após o embarque da Família Real Portuguesa no Cais de Belém em 29 de novembro de 1807, para transmigrar para o Brasil, os navios da esquadra portuguesa, escoltados pelos ingleses, dispersaram-se devida a uma forte tempestade. Em 5 de dezembro conseguiram se reagrupar e logo depois, em 11 de dezembro, a frota avistou a ilha da Madeira. As embarcações chegaram à costa da Bahia a 18 de janeiro de 1808 e, no dia 22, os habitantes de Salvador já puderam avistar os navios da esquadra. Em Salvador foi assinado o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas. A esquadra partiu de Salvador rumo ao Rio de Janeiro, onde chegou no dia 8 de março, desembarcando no Cais do Largo do Paço (atual Praça XV de Novembro).
 Em 1789, a eclosão da Revolução Francesa espalhou o terror entre as cabeças coroadas da Europa que perturbou profundamente a Rainha D. Maria I, contribuindo com a doença.
 Em 21 de Novembro de 1806, Napoleão ordena que todos os países europeus fechassem os seus portos aos navios ingleses. A essa ordem chamou-se Bloqueio Continental. Portugal não aderiu a esse Bloqueio porque era um velho aliado da Inglaterra e com ela mantinha relações comerciais. 


Embarque da Família Real Portuguesa no Cais de Belém 
em 29 de novembro de 1807, para transmigrar para o 
Brasil. (imagem 01)

Chegada da frota portuguesa ao Rio de Janeiro, com a 
Família Real e a Corte. (URL da Imagem)
Óleo de Carlos Kirovsky 
Traslado de João VI e sua família na Galeota Real, para 
embarcar na Nau D. João VI, quando de sua partida do 
Rio de Janeiro para Portugal, em 25 de abril de 1821.

 Por isso, em Novembro de 1807, as tropas napoleônicas comandadas pelo general Junot, entram em Portugal. Começa a primeira Invasão Francesa. 
 Em 29 de Novembro de 1807 a Corte Portuguesa embarca no Cais de Belém rumo ao Brasil.
 Em 18 de janeiro de 1808 as embarcações chegaram à costa da Bahia, após violenta tempestade seguida de calmaria. 
 No dia 8 de março de 1808, A Corte Portuguesa desembarcando no cais do então Largo do Paço (atual Praça XV de Novembro) na Cidade do Rio de Janeiro.
 Em 2 de maio de 1808, do Reino do Brasil, foi divulgado às potências da Europa, e ao mundo inteiro, o Manifesto do Príncipe Regente D. João declarando Guerra à França. Em represália pela Primeira Invasão Francesa de Portugal (1807), ordena a invasão e ocupação da Guiana Francesa. 
 Em Agosto de 1808, Portugal vence a França nas batalhas de Roliça e Vimeiro. Com estas derrotas o general Junot é obrigado a assinar um tratado de paz, no qual se comprometeu a sair de Portugal.
 Em 12 de janeiro de 1809 A expedição à Guiana Francesa teve como consequência a capitulação das tropas francesas alocadas na região, assinada na Capital Caiena, sede da administração francesa na Guiana, garantindo para o Brasil além dos considerados Tesouros Botânicos com a posse de La Gabriele, a expansão do território do Estado do Amapá. 
 Em Março de 1809 deu-se a segunda Invasão Francesa.
 Em Junho de 1810 dá-se a terceira Invasão Francesa.
 No mesmo ano de 1810 os franceses são expulsos da Capital Lisboa. Como a Corte estava no Brasil, o Governo de Portugal foi confiado a um Conselho de Regência. 
 Em Abril de 1811 as forças francesas são expulsas de Portugal. O exército invasor era o maior dos que já tinham invadido Portugal, em 1807 sob o comando de Junot e 1809 sob o comando de Soult. O comandante deste exército, o marechal Massena, era um dos mais conceituados marechais de França. Para a sua derrota contribuiu não só a qualidade do exército anglo-luso, sob comando de Wellington, mas também a estratégia utilizada por este general e desenvolvida com base nas Linhas de Torres Vedras.
Conclusão

 O Brasil lucrou duplamente com Napoleão. Além da vinda da Família Real, o ainda Príncipe Regente D. João, como represália invade e toma a Guiana Francesa, dentre muitas outras coisas deve-se ao episódio napoleônico, parte do Estado do Amapá e o envio da Missão Artística francesa ao Brasil em 1816 depois da derrota de Napoleão. Em 1814, com a derrota de Napoleão, a posse da Colônia da Guiana voltou a ser reivindicada pelo governo francês, agora sob o domínio de Luís XVIII. Porém os termos da proposta francesa não foram aceitos por D. João VI e a questão passou a ser discutida pelo Congresso de Viena no ano seguinte. Nessas negociações, a França concordou em recuar os limites de sua colônia até a divisa proposta pelo Governo Português, fixando a fronteira entre os dois territórios. Entretanto, somente em 21 de novembro de 1817, como resultado do Tratado de Viena, os portugueses deixaram Caiena com a assinatura de um convênio entre a França e o novo Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, tendo como Capital a Cidade do Rio de Janeiro. (Jamais Portugal deveria ter devolvido a Guiana a França).

D. João VI - URL da Imagem
 D. João VI, estrategicamente transferindo a Corte em 1808 para o Brasil “invadindo” a Colônia mais importante do Império Português, provoca uma "inversão metropolitana" e um choque cultural; assim, o Brasil deixa de ser colônia, e a Cidade do Rio de Janeiro passa ao status de Capital do Império Ultramarino Português. Com isso, além de manter Portugal como nação, pouco depois à sua chegada, declara guerra à França e como represália à Napoleão invade e ocupa a Guiana Francesa. 

 Se a Corte optasse em permanecer na Europa, Portugal seria posse de Napoleão (França), além de serem presos, humilhados ou mortos (como aconteceu em quase toda a Europa), conseguintemente, provavelmente o Brasil se fragmentaria em republiquetas, e jamais existiria o Soberano Império que conduziu o Brasil a prestigiada posição de 4ª (para outros 3ª) potência global, cuja sua Armada Imperial (Marinha de Guerra) somada à Marinha Mercante, foi a 2ª Marinha do planeta. Época em que o Brasil Imperial era mais democrático e poderoso até do que a República dos Estados Unidos da América do Norte. Portanto se naquele momento D. João VI sabiamente não saísse provisoriamente de Portugal, e hoje ainda existisse um país na América do Sul chamado Brasil, este jamais possuiria esse invejável território continental com sua Amazônia Azul (Mar Territorial).

Emanuel Nunes Silva 
Fragmentos de fontes diversas reorganizados.

 
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O Regresso, óleo de Carlos Kirovsky, que retrata o traslado de João VI e sua família na Galeota Real, para embarcar na nau D. João VI, quando de sua partida do Rio de Janeiro para Portugal, em 25 de abril de 1821, deixando no Governo do Brasil o Príncipe Dom Pedro. Acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. Reprodução de Marcelo Lerner. © Carlos Cornejo
Dom João VI
Rei de Portugal - Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - Imperador do Brasil (de jure)
Surge a Armada Imperial
A Armada Nacional (como foi chamada a Marinha de Guerra brasileira durante o regime monárquico) surgiu com a Independência do país. Era formada quase que em sua totalidade por embarcações, pessoal, organizações e doutrinas provenientes da transmigração da Família Real de Portugal em 1808. Os seus membros eram alguns poucos brasileiros natos (até então quase todos proibidos de servir), portugueses que optaram por aderir à causa da separação (e que consequentemente foram naturalizados brasileiros) e estrangeiros de vários países contratados como mercenários. Também foram aproveitados vários órgãos criados por João VI de Portugal, tais como: a Secretaria da Marinha, o Quartel-General, a Intendência e Contadoria, o Arsenal de Marinha, a Academia Real dos Guarda-Marinhas, o Hospital, a Auditoria, o Conselho Supremo Militar, a Fábrica de Pólvora, os Cortes de Madeira e outros. Como primeiro Ministro da Marinha foi nomeado o brasileiro nato Capitão de Mar-e-Guerra Luís da Cunha Moreira (futuro visconde de Cabo Frio) em 28 de outubro de 1822. 


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Na falta de militares experientes que tivessem nascido no Brasil, a comissão composta por Luís Cunha Moreira e vários oficiais buscou contatar os militares portugueses servindo no Brasil para que se unissem ao recém-criado Império brasileiro. Centenas aceitaram, e os que recusaram receberam, em conjunto com as suas famílias, transporte para retornarem a Portugal. Contudo, temerosos das possíveis consequências de enviar para combate navios tripulados em sua maior parte por portugueses contra as forças lusitanas, a comissão recrutou diversos mercenários, indígenas e escravos. Para comandar a Armada brasileira foi escolhido o experiente Lorde Thomas Alexander Cochrane, britânico de nascimento, que recebeu o cargo de "Primeiro Almirante". A frota era composta por apenas uma nau, quatro fragatas, duas corvetas, cinco brigues, seis escunas e vinte pequenas embarcações, num total de trinta e oito navios de guerra. 
O Ministro da Fazenda Martim Francisco Ribeiro de Andrada criou uma subscrição nacional para reunir fundos e assim reequipar a frota, e de todo o Brasil foram enviadas contribuições. Até mesmo o Imperador Pedro I do Brasil adquiriu às próprias expensas um brigue mercante que foi renomeado Caboclo e doado ao Estado. A Armada Nacional rumou em seguida para a Bahia, onde atacou um comboio da esquadra portuguesa formada por mais de setenta navios que se dirigia ao Maranhão. Apenas treze conseguiram alcançar Lisboa após se verem impossibilitados de atingirem o litoral norte brasileiro. Os demais navios ou foram afundados ou aprisionados e incorporados à Armada brasileira. O britânico John Pascoe Grenfell, que comandava o Brigue Dom Miguel, obteve a rendição da cidade de Belém do Pará. Tendo vencido a oposição lusitana nas províncias da Bahia, Maranhão e Pará, a frota brasileira partiu para a Cisplatina, onde alcançou mais sucessos em sua empreitada. O Almirante Cochrane, após ter libertado um terço do território brasileiro, recebeu do Imperador Dom Pedro I em pessoa a condecoração da Ordem do Cruzeiro do Sul e o título nobiliárquico de marquês do Maranhão. A participação no conflito contra Portugal foi vital:
"Com a Independência, a Marinha tornou-se ainda mais importante, pois apesar de termos tido a sorte de possuir um Pedro I como monarca, o Brasil se teria esfacelado numa série de republicas – como aconteceu na América espanhola – se não fosse a sua ação integradora. É certo que existem outros fatores, mas foi ela que bloqueou, venceu e perseguiu a Esquadra portuguesa, possibilitando a união com o Rio de Janeiro".
Cruzador da Armada Imperial Brasileira. Fotografado por Marc Ferrez
Cruzador Almirante Barroso 
Navio de guerra de propulsão mista da Armada Imperial Brasileira. 
Construído pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, na Ilha das Cobras.
FRAGATA AMAZONAS (1851 – 1897) Navio da Armada Imperial Brasileira
Outras Imagens:
 
 

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Junta de fazenda da Marinha

- VI -
ARMADA DO BRASIL IMPÉRIO
A terceira Marinha de Guerra do planeta, que somada à Marinha Mercante, foi a segunda Potência Naval da terra. 
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Encouraçado de Esquadra Aquidabã 
Um dos 90 Navios da Armada Imperial Brasileira, a 3ª mais poderosa Marinha de Guerra do planeta (mais que a dos EUA no 2º Reinado do Império), que junto com a Marinha Mercante do Império, representava a 2ª Marinha do mundo. 
Encouraçado de Esquadra Riachuelo  
Armada Imperial Brasileira foi a Força que tentou reverter o Golpe Republicano de 1889, entretanto a maioria dos seus Oficiais e Subalternos fiéis a Monarquia, Heróis da Pátria, foram executados sumariamente. Hoje a República de Mentira continua condecorando, homenageando e protegendo seus Heróis de Barro... Os Terroristas Assassinos internos e externos, com as mais altas Ordens Honoríficas do Brasil, inclusive com àquelas criadas pelo Império.
Cruzador de Esquadra Tamandaré, da Armada Imperial Brasileira
Na época um dos maiores do planeta.
Navio de propulsão mista, construído no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, sob plano do Engenheiro Naval João Cândido Brasil. Foi incorporado à Armada em 1891, tendo tido baixa do serviço em 1915. Foi o maior navio de guerra até hoje construído no Brasil, com deslocamento de (4.500 t).
Foi o maior Navio de Guerra construído até hoje no Brasil.
Foi o maior Navio construído no Brasil até 1960.
O Tamandaré foi construído pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, segundo os planos do CT (EN) João Cândido Brasil, tendo sua quilha batida em 1884 e foi lançado ao mar em 20 de março de 1890.
 Considerando-se que a nossa Armada Imperial chegou a ser superior a dos EUA, nestes termos, hoje é uma piada. Na progressão da História do Brasil, este Moralmente Ilegítimo Regime Republicano Brasileiro falhou... Fracassou. Isso é fato incontestável. Só não vê quem não quer, ou por quem possui algum interesse obscuro neste atual vergonhoso estado de coisas desconjunturais & inconstitucionais. 
O Brasil não foi inventado pela República em 15 de novembro de 1889. A Nação Brasileira como país independente e soberano foi fundada em 1822 nomeada Império do Brasil, já tendo como Sistema de Governo uma Monarquia Parlamentar Constitucional, na época a mais democrática e avançada do mundo. 
O Império do Brasil foi uma nação respeitada e desenvolvida que ombreava com as outras três mais poderosas da terra. A Armada Nacional (Marinha de Guerra) somada com a Marinha Mercante Imperial foi a 2ª Marinha do planeta. Portanto queira ou não, goste ou não, respeitando a escala do tempo, o Império do Brasil com sua Monarquia foi sim um país desenvolvido, o que chamam hoje de 1º mundo. Perdemos este status, em um curto espaço de tempo a partir da tragédia do Golpe de Estado de 15 de novembro de 1889, quando foi inaugurada a 1ª Ditadura Militar da História do Brasil, que para se manter, nos seus 7 primeiros anos de existência assassinou 150.000 brasileiros (inclusive anciões, mulheres e crianças), quando a população do Brasil não passava de 18.000.000 de habitantes. 
Construção do Cruzador Tamandaré no Rio de Janeiro 
Em 1840, quando o Imperador Dom Pedro II foi declarado maior de idade e assumiu suas prerrogativas constitucionais, a Armada detinha noventa navios de guerra (...) Nova modernização ocorreu, desta vez, reorganizando a Secretaria de Estado, a Contadoria da Marinha, o Quartel-General e a Academia de Marinha. Novos navios foram comprados e as capitanias dos portos foram reaparelhadas. O Corpo dos Imperiais Marinheiros foi definitivamente regularizado e surgiu o Corpo de Fuzileiros Navais (no lugar do Corpo de Artilharia de Marinha que fora dissolvido), assim como serviços de assistência aos inválidos e também escolas para formação de marinheiros e artífices.
(...) A Armada Nacional foi mais uma vez modernizada, e seus antigos navios à vela deram lugar quarenta navios a vapor com mais de 250 canhões. Seus oficiais não continham mais estrangeiros, e sim, somente brasileiros natos (que eram recrutas na época da guerra da Independência). De seu quadro de militares, saíram homens como Joaquim Marques Lisboa, marquês de Tamandaré, Francisco Manuel Barroso da Silva, barão do Amazonas, Joaquim José Inácio de Barros, visconde de Inhaúma, Luís Filipe de Saldanha da Gama, dentre outros, que foram todos leais ao regime monárquico.
Em 1864 colaborou com a intervenção no Uruguai e logo em seguida na Guerra do Paraguai. Neste conflito, foram acrescidos a força naval vinte navios encouraçados e seis monitores fluviais, além de que seus comandantes, assim como suas tripulações (e as das embarcações que já se encontravam no teatro de guerra) foram melhores treinadas. Estas ações permitiram a Armada obter uma grande vitória na Batalha de Riachuelo contra as forças paraguaias. Construtores navais brasileiros como Napoleão Level, Trajano de Carvalho e João Cândido Brasil planejaram novos desenhos para os navios de guerra da Armada Nacional que possibilitaram aos Arsenais do país manterem competitividade com outras nações. Com o final do conflito contra o Paraguai, o governo brasileiro buscou reparar os danos sofridos pelas embarcações e reequipá-las, possibilitando ao Brasil ter a quarta mais poderosa marinha de guerra do mundo àquele momento.
Durante a década de 1870, o Império brasileiro teve por objetivo fortalecer ainda mais a sua Armada frente a uma possibilidade de um conflito armado com a Argentina. Assim, adquiriu uma canhoneira e uma corveta em 1873, um encouraçado e um monitor em 1874 e logo em seguida dois cruzadores e mais um monitor. O início da década de 1880 revelou que o crescimento da Armada continuaria, pois os Arsenais da Marinha do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Pará e Mato Grosso continuaram a construir dezenas de navios de guerra. Quatro torpedeiros foram comprados, foi criada a Escola Prática de Torpedos para praças e instalou-se uma oficina de fabricação e reparo de torpedos e aparelhos elétricos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro em 30 de novembro de 1883. Este mesmo Arsenal construiu as canhoneiras a vapor: Iniciadora, Carioca, Camocim, Cabedelo e Marajó, além do Patachi Aprendiz, todos com cascos de ferro e aço, e não mais de madeira (os primeiros do tipo construídos no país). Contudo, o ápice da Armada Imperial ocorreu com a incorporação dos encouraçados de alto mar Riachuelo e Aquidabã (ambos dotados de tubos lança-torpedos) em 1884 e 1885, respectivamente. A obtenção destes navios possibilitou o Brasil permanecer "entre as potências navais do universo".
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Treino da Armada Imperial do Brasil, meados da década de 1870. 
"Fizemos a Europa curvar-se ante o Brasil"
No último gabinete do regime monárquico o Ministro da Marinha, o Almirante José da Costa Azevedo, Barão do Ladário, deixou um amplo projeto que estava preste a ser realizado para a reorganização do pessoal e instituições da Armada.
Cisne Branco 
Óleo de Carlos Kirovsky 
- VII -
O Fim da Armada Imperial 
A Armada Imperial Brasileira foi a Força que tentou reverter o Golpe Republicano de 1889, entretanto a maioria dos seus Oficiais e Subalternos fiéis a Monarquia, Heróis da Pátria, foram executados sumariamente. Hoje a República condecora seus Heróis de Barro... Os Terroristas Assassinos internos e externos, com as mais altas Ordens Honoríficas do Brasil, inclusive com àquelas criadas pelo Império.
Oficiais da Armada Imperial.
Sentados,  Príncipe Dom Augusto (a esq.) e o Almirante Eduardo Wandenkolk (centro) - 1889.
"No último gabinete do regime monárquico o Ministro da Marinha, o Almirante José da Costa Azevedo, Barão do Ladário, deixou um amplo projeto que estava preste a ser realizado para a reorganização do pessoal e instituições da Armada. Em 1889, o Batalhão Naval detinha 454 praças e os Imperiais Marinheiros, 3.218 praças.
Navio Escola Almirante Saldanha chegando ao Rio de Janeiro
O golpe de Estado que instaurou a República no Brasil não foi bem aceito pelos militares da Armada Imperial. Marinheiros foram rechaçados a tiros ao darem vivas ao Imperador quando este estava aprisionado no Paço Imperial. O Marquês de Tamandaré implorou ao seu amigo Dom Pedro II que o permitisse debelar o golpe, mas, este o negou tal possibilidade. O idoso almirante, com quase noventa anos de idade, seria preso mais tarde por ordem do ditador Floriano Peixoto sob a acusação de financiar militares monarquistas na Revolução Federalista.
Navio Escola Benjamin Constant 
Iniciado pelo Império - Terminado pela República
O Barão de Ladário manteve-se em contato com a Família Imperial no exílio buscando maneiras de restaurar o regime deposto, mas acabou relegado ao ostracismo pelo governo republicano. O Almirante Saldanha da Gama liderou a Revolta Armada com o objetivo de ressuscitar o Império e uniu forças com outros militares monarquistas que estavam no Rio Grande do Sul. Todas as tentativas restauradoras foram esmagadas pelo governo republicano. Os oficiais monarquistas de alta patente foram presos, banidos ou fuzilados sem o devido processo legal, e seus subordinados sofreram "penas cruéis". Este expurgo completo nos quadros da Armada explica como foi possível uma instituição tradicionalmente leal a Monarquia ter se tornada subitamente republicana.”
É, todavia, difícil compreender por que, até o fim do reinado de Pedro II, o Brasil era um país mais promissor que os EUA, mais importante que a China, a Índia, o Japão, a Coréia e quase todos os países europeus - de onde vieram muitos imigrantes - e hoje ocorre o oposto: o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA é cerca de 13 vezes maior que o nosso e essa nação possui o maior poderio científico, tecnológico, econômico e militar do planeta; a Coréia do Sul, há 40 anos, era um dos países mais atrasados do mundo e hoje é mais desenvolvido que o nosso. No Brasil, após 118 anos, o regime republicano mantém uma legião de analfabetos, oferece educação da pior qualidade e exames feitos por instituições internacionais comprovam que seus alunos se classificam entre os mais despreparados do mundo. Os sucessivos governos republicanos não foram capazes de resolver as questões mais elementares de educação, saúde, transporte, saneamento e segurança.
José Carlos Azevedo, doutor em Física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), foi reitor da Universidade de Brasília (UnB)
País Medíocre
- VIII -
Origem do Corpo de Fuzileiros Navais 
(Antecedentes Históricos)
"(...) Toda instituição, ao ser criada, parte de necessidades reais, desenvolve-se e reorganiza-se constantemente para atingir objetivos, na busca de maior eficácia e adaptabilidade a novas funções. Assim, a organização da Armada Real de Portugal, em 1317, assinalou o início da Marinha Portuguesa, pois a partir daí a esquadra lusitana se expandiu e empreendeu as grandes navegações. As funções marinheiras foram definidas em 1618, quando foi criado o Terço da Armada Real de Portugal com a finalidade de proteger a navegação contra os ataques dos corsários, operar os canhões das naus lusas e fazer abordagens nos combates navais aproximados. A primeira ação do Terço da Armada no Brasil aconteceu na chamada “Jornada dos Vassalos”, após a ocupação holandesa na Bahia. Foram realizados desembarques e outras ações em 1625 para reconquistar a cidade de Salvador. Por quase meio século, os soldados do Terço, como tropa especializada em abordagens e desembarques, continuaram a garantir a navegação para o Brasil. (...)"
Banda marcial do Corpo de Fuzileiros Navais - Edimburgh Military Tattoo 2011
https://www.youtube.com/watch?v=Wi_BKBC4Gss&feature=share
Em 28 de julho de 1736, por meio de alvará, o Rei de Portugal, D. João V, criou a Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos. Posteriormente, D. Maria I, Rainha de Portugal, pelo alvará de 28 de agosto de 1797, criou a Brigada Real da Marinha de Portugal. Esse alvará, cujo original encontra-se arquivado na Torre do Tombo, em Lisboa, é considerado também o cerne do Corpo de Fuzileiros Navais, pela diferenciação e caracterização das atividades:

“Eu, a Rainha, faço saber aos que este Alvará com força de lei virem, que tendo-me sido presentes os graves inconvenientes, que se seguem, ao meu Real Serviço e à disciplina da Minha Armada Real, e o aumento de despesa que se experimenta por haver três corpos distintos a bordo das naus e outras embarcações de guerra da Minha Armada Real, quais são os Soldados Artilheiros, os Soldados de Infantaria e os Marinheiros (...) Sou servida mandar criar um Corpo de Artilheiros Marinheiros, de Fuzileiros Marinheiros e de Artífices e Lastradores, debaixo da Denominação de Brigada Real da Marinha (...) Sendo inútil que tropas de embarque sejam exercitadas a grandes Manobras e Evoluções próprias dos Regimentos do meu Exército de Terra, e devendo ser próprias particularmente para defenderem as Embarcações de Guerra, e para fazerem algum Desembarque, e tentar algum Ataque: e sobre objetos análogos a este fim proposto que devem principalmente exercitar-se”.

Alvará de Criação da Brigada Real da Marinha, assinado por D. Maria I em 28 de agosto de 1797. 
O Museu do CFN possui uma cópia fotográfica dos originais, produzida na Torre do Tombo, em Lisboa, onde o documento encontra-se arquivado. 
 
■ A Surpreendente D. Maria I. Rainha do Reino do Brasil, a primeira Mulher a Governar o Brasil: 
http://emanuelnunessilva.blogspot.com.br/2013/12/a-surpreendente-d-maria-i-rainha-do.html
- IX -
125 anos da ‘Esquadra de Evoluções’ 
Fonte primitiva: Marinha do Brasil
 Há cento e vinte e cinco anos, a alta Administração Naval da Marinha Imperial preocupava-se com o surgimento de novas táticas, especialmente aquelas presenciadas na Batalha de Lissa, que indicavam a dominação dos mares pelas Armadas encouraçadas, agrupadas em Esquadras compostas por unidades com alto grau de eficiência em comunicações e manobra. 

 Nesse contexto, em 19 de agosto de 1884, criou-se a “Esquadra de Evoluções”, integrada pelos Encouraçados RIACHUELO, SETE DE SETEMBRO, SOLIMÕES e JAVARI; Cruzadores GUANABARA, ALMIRANTE BARROSO, TRAJANO e PRIMEIRO DE MARÇO; Torpedeiras de 1ª Classe 1, 2, 3, 4 e 5; e Torpedeiras de 4ª Classe ALFA, BETA e GAMA. Eram ao todo dezesseis navios a vapor, os quais concretizavam todo o avanço que a mecânica, a termodinâmica, a ótica e a eletricidade emprestavam à estrutura dos navios, a sua artilharia e a sua mais nova arma: o torpedo.
Navio Escola Benjamin Constant 
Iniciado pelo Império - Terminado pela República
 O Comando da ESQUADRA DE EVOLUÇÕES foi atribuído ao Chefe-de-Esquadra ARTUR SILVEIRA DA MOTA, Barão de Jaceguai, a quem coube cumprir, dentre outras, as seguintes tarefas, constantes do Aviso n° 1541A de 1884, do então Ministro dos Negócios da Marinha, Almirante JOAQUIM RAYMUNDO DE LAMARE:

1 - Habilitar os oficiais da Armada na aplicação dos princípios da moderna tática naval;

2 - Exercitar oficiais e praças no uso das armas ofensivas e defensivas da guerra marítima, e bem assim nas operações de desembarque e ataque de fortificações;

3 - Estudar a melhor tática a ser adaptada nas Flotilhas de Torpedeiras, quer operem estas isoladamente, quer de combinação com os navios de combate;

4 - Organizar um novo regimento de sinais adaptados à tática naval moderna; e

5 - Finalmente, manter, em toda a Esquadra, o mais vivo espírito militar e a mais severa disciplina.”
NE Guanabara
 Naquela época, abnegados marinheiros guarneciam os ninhos de pega e cestos de gávea de nossos navios onde os mais acurados sensores de bordo eram os olhos e ouvidos daqueles homens, que enfrentavam as intempéries da natureza e exploravam os limites da acuidade visual e auditiva para manter a vigilância e dar o alarme da presença do inimigo. Após essa rudimentar detecção, oficiais utilizavam-se de escassos recursos náuticos para calcular, prever e executar as manobras navais que, unidas à iniciativa e à criatividade inerentes ao bom marinheiro, visavam surpreender o oponente. Muito embora as tripulações migrassem da vela ao vapor, as concepções estratégicas de emprego permaneciam as mesmas: batalha decisiva ou esquadra em potência. A independência em relação aos regimes de vento e de correntes facilitava a implantação dessas concepções: buscar o adversário ou evadir-se dele.
Encouraçado Floriano
Óleo de Carlos Kirovsky 
 Nos dias de hoje, dentro dos nossos passadiços, estações-rádio, oficinas de eletrônica, centros de combate e nos tijupás, verificam-se que a precisão e a rapidez das ações individuais e coletivas durante as operações definem os contornos finais do combate no mar. A despeito do automatismo conferido pelos complexos sistemas navais, permanece o homem, qual no passado, como elemento fundamental para o sucesso das Operações Navais.

Fonte: Marinha do Brasil

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Marinha do Brasil
Remanescente da Armada Imperial Brasileira, foi a Força que tentou reverter o Golpe Republicano de 1889, entretanto a maioria dos seus Oficiais e Subalternos fiéis a Monarquia, Heróis da Pátria, foram executados sumariamente. "O golpe de Estado que instaurou a República no Brasil não foi bem aceito pelos militares da Armada Imperial. Marinheiros foram rechaçados a tiros ao darem vivas ao Imperador quando este estava aprisionado no Paço Imperial. Hoje a República condecora seus Heróis de Barro... Os Terroristas Assassinos internos e externos, com as mais altas Ordens Honoríficas do Brasil, inclusive com àquelas criadas pelo Império. 
A origem da Armada Nacional remonta à Marinha Portuguesa, existente já desde o século XII. A transferência da Sede do Reino de Portugal, para o Brasil, em 1808, trouxe uma parte importante da estrutura, pessoal e navios da Marinha Portuguesa. Estes seriam o núcleo da futura Marinha do Brasil. Muitos Navios da Real Marinha de Guerra Portuguesa foram construídos no Brasil. Na época em que o Brasil construía os Navios mais poderosos do Planeta.
Navio Escola Almirante Saldanha chegando ao Rio de Janeiro

O Destino de Grandeza do Brasil foi interrompido sem honra e grandeza pela traição do Golpe Militar Republicano em 1889, rompendo com a liberdade alcançada pela Monarquia Parlamentar Constitucional Representativa de um Governo próspero, consolidado, respeitado mundialmente, harmônico com nossas Raízes Históricas e a Legítima Identidade Nacional Brasileira, cujo seu Parlamento nada devia aos das maiores Democracias monárquicas ou republicanas do seu tempo. Entre 1880 a 1889, a Armada Imperial Brasileira, com os navios mais poderosos dos hemisférios Ocidental e Sul, foi a 3ª Marinha de Guerra da terra, que somada à Marinha Mercante Imperial, representou a 2ª Potência Naval perante as nações mais desenvolvidas da época. 
Considerando-se que a Armada Imperial chegou a ser superior a dos EUA, nestes termos, hoje é uma piada. Na progressão da História do Brasil, essa Ilegítima Forma Republicana de Governo Brasileira imposto à revelia falhou... Fracassou. Isso é fato incontestável. Só não vê quem não quer, ou por quem possui algum interesse obscuro neste atual vergonhoso estado de coisas desconjunturais & inconstitucionais.
Cisne Branco 1
Marinha do Brasil 
Autor: Rodrigo de Almeida
Fragmento da obra Nau Brasilis (Carlos Cornejo): "(...) Devido a suas proporções continentais, com um litoral de aproximadamente 7.350 quilômetros no Oceano Atlântico e a maior bacia hidrográfica do mundo, com cerca de quarenta mil quilômetros de rios navegáveis, o Brasil, ao longo de toda sua história, teve a navegação como um de seus principais fatores de desenvolvimento, comércio e defesa, além de meio de transporte e comunicação entre as distantes capitanias e com a Metrópole, razão pela qual a construção naval, uma arte herdada dos lusitanos, está vinculada às origens da história brasileira, tendo experimentado diversos surtos de crescimento, com a incorporação de sucessivos avanços tecnológicos, numa atividade fabril protagonizada pelos arsenais da Marinha de Guerra ou por destacados estaleiros de construção naval civil, atingindo patamares que lhe valeram, em diversas épocas, posição de destaque e liderança entre os construtores navais do mundo. 

A obra Nau Brasilis: a história, a trajetória e a retomada da construção naval brasileira resgata quase cinco séculos da história da indústria naval, iniciada quando, em maio de 1531, por ordem de Martim Afonso de Souza, num estaleiro erguido no atual bairro da Urca, no Rio de Janeiro, foram construídos dois bergantins, as primeiras embarcações de tipo europeu produzidas no país, destinadas à exploração do litoral sul do então recém-descoberto território. O Brasil é um país herdeiro de Portugal, nação de vocação marítima que já foi a maior potência naval e cujos cosmógrafos e nautas, explorando “mares nunca dantes navegados”, ampliaram os horizontes do mundo com suas extraordinárias descobertas. Em diversas capitanias, funcionaram estaleiros que construíram embarcações destinadas à cabotagem e ao longo curso. 

No Recôncavo Baiano, o grande número de rios navegáveis e a abundância de madeira de lei propiciaram a construção de embarcações e, durante a gestão do primeiro Governador-Geral do Brasil, Tomé de Sousa, em Salvador, então capital da emergente colônia, entre 1549 e 1553, promoveu-se a construção de navios de diversos tamanhos. Entre as embarcações produzidas durante o período colonial, também contavam-se aquelas inspiradas em modelos indígenas, já que os índios possuíam ampla experiência na produção de canoas, pirogas e jangadas, com formatos adaptados às condições locais de navegação marítima e fluvial, assim como conhecimento técnico quanto às melhores madeiras de lei nativas, resistentes à putrefação, entre as quais a peroba, a maçaranduba, o angelim e o pau-d’arco ou ipê. 

O primeiro estaleiro erguido por iniciativa oficial, fundado por Francisco de Souza, sétimo Governador-Geral do Brasil, entre 1592 e 1602, para construção e reparo de embarcações, foi a Ribeira das Naus, servida por artífices navais trazidos de Portugal, entre carpinteiros, ferreiros e calafates (esses últimos, os que com estopa alcatroada vedavam as juntas ou fendas das embarcações). A Carta Régia de 2 de dezembro de 1650, determinava a construção anual de um galeão de oitocentas toneladas de arqueação (a capacidade dos espaços internos de uma embarcação para transportar tonéis), para atender às necessidades de transporte de açúcar dos senhores de engenho baianos. O ponto alto deu-se em 1659, quando o Governador Salvador Correia de Sá e Benevides, para demonstrar que as madeiras tropicais eram de ótima qualidade para a construção naval, ordenou a construção do maior navio até então produzido no Novo e no Velho Mundo: o galeão Padre Eterno, de onde se deriva a denominação da Ponta do Galeão, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Sua construção prolongou-se durante quatro anos, e foi lançado ao mar no Natal de 1663. Incorporado à Marinha Portuguesa, fez sua primeira travessia do Atlântico rumo a Lisboa em 1665. 

A chegada àquele porto do maior galeão até então construído no mundo chamou a atenção das potências estrangeiras e atraiu espiões. O mesmo recebeu destaque na obra Du Globe Terrestre, de autoria do cartógrafo Alain Manesson-Mallet (1630-1706), publicada em Paris, em 1683, como sendo “o maior navio construído no século, com um comprimento de 180 passos na quilha, dotado de seis conveses, 160 portinholas e igual número de canhões, capacidade para quatro mil caixas de açúcar de 1.500 libras cada e 2.500 rolos grossos de tabaco, podendo transportar de três a quatro mil homens”. 

No decurso do século XIX, diversos fatos históricos foram fundamentais para o desenvolvimento que iriam adquirir tanto a Marinha Mercante como a Marinha de Guerra brasileira, determinando o rumo da construção naval no País. Em 27 de novembro de 1807, diante do avanço das tropas invasoras de Napoleão Bonaparte, o Príncipe Regente de Portugal, Dom João de Bragança, embarcou com sua Corte rumo ao Brasil, num total de quase onze mil pessoas a bordo de quarenta navios, sob a proteção da Esquadra inglesa. À sua chegada à Bahia, diante das circunstâncias provocadas pela guerra, Dom João decretou a Abertura dos Portos às Nações Amigas, tornando sem efeito todas as proibições relativas ao comércio e navegação entre o Brasil e outras nações, conforme a Carta Régia de 28 de janeiro de 1808. 

Nesse mesmo período, readquiriu importância o Arsenal de Marinha da Bahia, onde foi construída, em 1808, por ordem do Conde da Ponte, então Governador da Província da Bahia, a Galeota Real, para o serviço do Príncipe Regente, a qual foi trasladada ao Rio a reboque de um navio a vela, passando a ser utilizada para o transporte de membros da Família Real, nobres da Corte, dignatários estrangeiros e visitantes ilustres, entre o cais e os navios fundeados ao largo, assim como em ocasiões solenes e festividades. Em 1811, o Arsenal da Marinha da Bahia lançou ao mar uma fragata, um bergantim de guerra, duas barcas, duas escunas, um iate, duas lanchas e várias embarcações menores, e que outros estaleiros produziram três galeras, oito brigues e três sumacas. 

Com a partida de Dom João VI, no Governo do Brasil ficou o Príncipe Herdeiro Dom Pedro, que, diante das pressões para o seu retorno a Portugal e da pretensão da Assembleia Portuguesa de restituir o Brasil à condição de colônia, proclamou a Independência em 7 de setembro de 1822, e pouco depois se fazia coroar como Imperador Dom Pedro I. Como tropas portuguesas leais mantivessem o controle da Bahia e diversas províncias relutassem em aderir à Independência, tornou-se premente a organização de uma Marinha nacional e, em consequência, o Arsenal de Marinha reparou e reaparelhou as embarcações disponíveis e consta que Dom Pedro I, por vezes acompanhado por Dona Leopoldina, ia periodicamente ao estaleiro para acompanhar as obras e dar incentivo aos trabalhadores. 

Figura de primeira importância na criação da Marinha do Brasil foi também José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, que anteviu a importância de uma força naval para enfrentar a Marinha portuguesa, consolidar a Independência e evitar a desagregação do País, vistas as imensas distâncias que separavam as províncias do Império em formação. 

A Abertura dos Portos às Nações Amigas, liberando o comércio internacional e atraindo aos portos brasileiros comboios de navios mercantes ingleses, prejudicou a navegação de longo curso, até então realizada predominantemente por armadores portugueses, mas não lesou a atuação da Marinha Mercante nacional dedicada à navegação costeira, que se manteve pujante, amparada por uma legislação que protegia a cabotagem, exclusiva para armadores brasileiros, com isso, estimulando também a construção de embarcações para navegação costeira e interior em estaleiros espalhados por todo o País. 

Na Baía de Guanabara, que nas décadas seguintes iria concentrar a indústria naval brasileira, intensificou-se a navegação interior, com a criação das primeiras linhas regulares para transporte de carga e passageiros. Durante o Império, um marco relevante da navegação foi também a abertura do Rio Amazonas aos navios de todas as bandeiras. A evolução da indústria naval nesse período esteve vinculada às normativas que regiam o comércio marítimo. Segundo Affonso Costa, em A Marinha Mercante (o Problema da Atualidade), obra publicada em 1917: “O comércio marítimo, à sombra dessas medidas, tomou grande incremento, a navegação nacional se estendeu numerosa, cortando as nossas águas em todas as direções; a indústria de construção e reconstrução naval nasceu e floresceu na Corte e nas províncias, para o que não pouco concorriam os nossos Arsenais de Marinha, onde se habilitavam excelentes e experimentados artistas”. 

Até a virada do século XX, a questão da Marinha Mercante centrava-se na reserva de mercado para companhias nacionais de cabotagem. Eis que, em 1906, o Lloyd Brasileiro inaugurou sua linha pioneira para os Estados Unidos, além de manter linhas regulares para o Rio da Prata. Tratava-se de uma modesta retomada da navegação de longo curso para atender o comércio internacional do Brasil, mas, diante da concorrência acirrada das companhias europeias, ainda não se cogitava a criação de linhas para aquele continente. Porém, a Primeira Guerra Mundial, ao paralisar as rotas de navegação rumo à Europa, servidas principalmente por navios das potências beligerantes: Alemanha, Inglaterra, Holanda, França e Itália, veio demonstrar a importância de o País manter uma frota mercante em condições de servir os mercados internacionais. 

As principais companhias de navegação nacional, em 1917, na navegação de longo curso, grande e pequena cabotagem e fluvial, eram o Lloyd Brasileiro, a Companhia Comércio e Navegação, a Companhia Nacional de Navegação Costeira, o Lloyd Nacional, a The Amazon River Steam Navigation Company, a Empresa de Navegação Nicolau & Companhia, a Empresa Brasileira de Navegação, a Companhia de Navegação S. João da Barra e Campos, a Empresa de Navegação Hoepcke, a Empresa Viação S. Francisco, a Companhia a Vapor do Rio Parnahyba, a Companhia de Navegação a Vapor do Maranhão, a Empresa Fluvial Piauhyense, a Companhia de Navegação Fluvial a Vapor Itajahy - Blumenau, a Companhia de Viação S. Paulo - Matto Grosso, a Companhia de Estradas de Ferro do Norte do Brasil, a Empresa de Navegação do Baixo S. Francisco, a Empresa de Navegação Bahiana, a Companhia Pernambucana de Navegação a Vapor e a Empresa de Navegação Sul-Riograndense. (...)" Nau Brasilis (Carlos Cornejo)
- XII -
Breve explanação das origens do Estado Brasileiro

01 ● No início do século XV, Portugal era um reino pobre. A riqueza estava em Itália, na Alemanha e na Flandres (hoje parte da Bélgica e da Holanda). Nesse caso, porque é que foram os portugueses a encabeçar a expansão européia? A rica Ordem de Cristo foi o seu trunfo decisivo. Fundada por franceses em Jerusalém em 1119, com o nome de Ordem dos Templários, acabou por se transferir para Portugal em 1307, época em que o rei de França desencadeou contra ela uma das mais sanguinárias perseguições da História. Quando o Infante D. Henrique, terceiro filho de D. João I, se tornou grão mestre da Ordem, em 1416, a organização encontrou o apoio para colocar em prática um antigo e ousado projeto: circum-navegar a África e chegar à Índia, ligando o Ocidente ao Oriente sem a intermediação dos muçulmanos, que então controlavam os caminhos por terra entre esses dois cantos do mundo.


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02 ● No momento em que o Infante, à frente da Ordem de Cristo, resolveu dar a volta ao continente africano, a idéia parecia uma loucura. Havia pouca tecnologia para navegar em oceano aberto (o Mediterrâneo, o mar até então mais navegado, é fechado) e nenhum conhecimento sobre como se orientar no Hemisfério Sul, porque só o céu do Norte estava mapeado. Mais ainda: acreditava-se que, ao sul, os mares estavam cheios de monstros terríveis. De onde teria vindo então a informação de que era possível encontrar um novo caminho para o Oriente?... Possivelmente, dos Templários, que durante as cruzadas, além de se especializarem no transporte marítimo de peregrinos para a Terra Santa, mantiveram intensos contatos com viajantes oriundos de toda a Ásia.
03 ● A proposta visionária recebeu o aval do papa Martinho V, em 1418, na bula Sane Charissimus, que deu carácter de cruzada ao empreendimento. As terras tomadas aos infiéis passariam para a Ordem de Cristo, que teria sobre elas tanto o poder temporal, de administração civil, como espiritual, isto é, o controlo religioso e a cobrança de impostos eclesiásticos. Entre o lançamento oficial da empreitada e a conquista do objetivo final decorreria muito tempo, precisamente oitenta anos. Só em 1498 o cavaleiro Vasco da Gama conseguiria chegar à Índia. Morto em 1460, o Infante D. Henrique não assistiu ao triunfo da sua cruzada. Mas chegou a ver como, no seu rasto, Portugal se iria tornar a maior potência marítima da Terra.
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04 ● Lisboa, 08 de Março de 1500, um domingo. Terminada a missa campal, o Rei D. Manuel I sobe ao altar, montado no cais da Torre de Belém, toma a Bandeira da Ordem de Cristo e entrega-a a Pedro Álvares Cabral. O capitão vai içá-la na principal nave da frota que partirá daí a pouco para a Índia. Era uma esquadra respeitável, a maior já montada em Portugal, com treze navios e 1500 homens. Além do tamanho, tinha outro detalhe incomum. O comandante não possuía a menor experiência como navegador. Cabral só estava no comando da esquadra porque era Cavaleiro da Ordem de Cristo e, como tal, tinha duas missões: criar uma feitoria na Índia e, no caminho, tomar posse de uma terra já conhecida, o Brasil. Em 22 de Abril de 1500, naus com a Cruz da Ordem de Cristo chegaram onde hoje é a Bahia. Foi o espírito dos cruzados que guiou a aventura das grandes navegações portuguesas. A chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil foi parte de uma cruzada conduzida pela Ordem de Cristo, que herdou a mística dos Templários.
05 ● Lisboa, 08 de Março de 1500, um domingo. Terminada a missa campal, o Rei D. Manuel I sobe ao altar, montado no cais da Torre de Belém, toma a Bandeira da Ordem de Cristo e entrega-a a Pedro Álvares Cabral. O capitão vai içá-la na principal nave da frota que partirá daí a pouco para a Índia. Era uma esquadra respeitável, a maior já montada em Portugal, com treze navios e 1500 homens. Além do tamanho, tinha outro detalhe incomum. O comandante não possuía a menor experiência como navegador. Cabral só estava no comando da esquadra porque era Cavaleiro da Ordem de Cristo e, como tal, tinha duas missões: criar uma feitoria na Índia e, no caminho, tomar posse de uma terra já conhecida, o Brasil.
06 ● A Presença de Cabral à frente do empreendimento era indispensável, porque só a Ordem de Cristo, uma companhia religiosa-militar autônoma do Estado e herdeira da misteriosa Ordem dos Templários, tinha autorização Papal para ocupar - tal como nas Cruzadas - os territórios tomados aos infiéis (no caso brasileiro, os índios). No dia 26 de Abril de 1500, quatro dias depois de avistar a costa brasileira, o Cavaleiro Pedro Álvares Cabral cumpriu a primeira parte da sua tarefa. Levantou onde hoje é Porto Seguro a Bandeira da Ordem e mandou rezar a primeira missa no novo território. O futuro país era formalmente incorporado nas propriedades da organização. O escrivão Pero Vaz de Caminha, que reparava em tudo, escreveu ao rei sobre a solenidade: «Ali estava com o capitão a bandeira da Ordem de Cristo, com a qual saíra de Belém, e que sempre esteve alta». Para o monarca português, a primazia da Ordem era conveniente. É que atrás das descobertas dos novos cruzados vinham as riquezas que faziam a grandeza e a glória do reino. Conseguintemente a Ordem de Cristo transformou a pequena nação ibérica num império espalhado pelos quatro cantos do planeta.


07 ● Convento de Cristo, histórico monumento na cidade de Tomar, pertenceu à Ordem dos Templários, foi fundado e povoado em 1160 pelo Grão-Mestre dos Templários D. Gualdim Pais, um dos bravos das tropas de D. Afonso Henriques que a seu lado combateu contra os mouros, vindo a ser ordenado cavaleiro pelo soberano em 1139 na batalha gloriosa e épica de Ourique, com apenas 21 anos de idade. A fortaleza foi escolhida como sede dos Cavaleiros Templários, desempenhando um papel importante não só na Reconquista como na vanguarda dos descobrimentos, e também no seu consequente reagrupamento como Cavaleiros da Ordem de Cristo, que graças a um golpe de gênio de D. Dinis conservou a obra e os bens da Ordem dos Templários mudando-lhe o nome. Como a Ordem substituta continuava com os mesmos propósitos Religiosos, o Papa Clemente V, deve ter compreendido e aceite.
08 ● Rainer Daenhardt, reconhecido historiador alemão, em seu livro "A Missão Templária nos Descobrimentos”, discorre longamente sobre a forma como os Reis Portugueses teriam adquirido conhecimentos que propiciaram as descobertas marítimas. Segundo ele, os Monarcas de Portugal devem ter tido acesso a parte da Biblioteca de Alexandria, salva do fogo que a consumiu em 48 a.C., pois seus bibliotecários tentaram salvar pelo menos alguns dos rolos mais preciosos (os rolos eram 700 mil ao todo). A Ordem de Cristo também possuía cópias do famoso Claudius Ptolomeus, o cartógrafo de Alexandria do 2° século da Era Cristã. O Infante D. Henrique recebeu também de venezianos documentos das famosas viagens de Marco Pólo. Mas o principal, para Rainer, é a possibilidade de os Templários terem tido acesso a parte mais valiosa da Biblioteca do Rei Salomão, que estava acomodada em seus subterrâneos, e que foram necessários mais de 2.000 cavalos para os Cavaleiros Templários transportá-la. 

As Primeiras expedições no Atlântico
09 ● "A conquista de Ceuta em 1415 é geralmente referida como o início dos Descobrimentos Portugueses. Nela participaram todos os Infantes de Portugal, e entre eles vemos o Infante D. Henrique a partir de então a ser dirigido para impulsionar as primeiras expedições no Atlântico, como investimento do Reino de Portugal através da Templária Ordem de Cristo e do seu próprio patrimônio pessoal."
10 ● “As primeiras navegações estão associadas à sua figura a partir da base que, saindo do porto de Castro Marim que tinha sido a primeira sede da referida Ordem Militar e da qual ele era o Grão-Mestre, estabeleceu em Lagos e na Sagres, onde foi acompanhado por um grupo de cartógrafos, astrônomos e pilotos. Além dos interesses materiais, o Príncipe ambicionava ao estabelecer uma aliança com o Preste João, um Príncipe cristão que governava as terras da Etiópia.”

- XIII -
A CRUZ DA ORDEM DE CRISTO
Observações sobre o Significado Histórico do Símbolo da Ordem de Cristo para o Brasil
01 ● A Cruz da Ordem de Cristo ou Cruz de Portugal (Cruz dos Cavaleiros de Cristo). A Cruz de Cristo dos Cavaleiros Templários de Portugal, a Cruz das velas dos navios dos Grandes Descobrimentos, a da Primeira Bandeira hasteada em  solo Brasileiro (Ilha de Vera Cruz, depois Terra de Santa Cruz), da Primeira Bandeira do do Brasil... A Cruz da Bandeira Nacional Imperial Brasileira.
02 ● Foi em Tomar que o Infante D. Henrique concebeu e amadureceu a idéia das Explorações Marítimas. Aí teve início a gesta náutica que levou as caravelas portuguesas “por mares nunca dantes navegados”, ostentando nas suas velas o símbolo da Ordem de CristoTomar foi Sede das Ordens do Templo e de Cristo e teve no Infante D. Henrique, um dos responsáveis pelo seu crescimento sendo um dos Grão-Mestres mais famosos da Ordem que usou boa parte dos recursos financeiros da Ordem para custear as suas explorações no século XV, assegurando à Ordem o seu lugar nos livros de história.

03 ● Convento de Cristo, histórico monumento na cidade de Tomar, pertenceu à Ordem dos Templários, foi fundado e povoado em 1160 pelo Grão-Mestre dos Templários D. Gualdim Pais, um dos bravos das tropas de D. Afonso Henriques que a seu lado combateu contra os mouros, vindo a ser ordenado cavaleiro pelo soberano em 1139 na batalha gloriosa e épica de Ourique, com apenas 21 anos de idade. A fortaleza foi escolhida como sede dos Cavaleiros Templários, desempenhando um papel importante não só na Reconquista como na vanguarda dos descobrimentos, e também no seu consequente reagrupamento como Cavaleiros da Ordem de Cristo, que graças a um golpe de gênio de D. Dinis conservou a obra e os bens da Ordem dos Templários mudando-lhe o nome. Como a Ordem substituta continuava com os mesmos propósitos Religiosos, o Papa Clemente V, deve ter compreendido e aceite.
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04 ● Independentemente da fé religiosa da população de muitas nações, a Cruz da Ordem de Cristo tem sido desde a época dos descobrimentos um dos mais importantes símbolos nacionais, embora a sua origem seja ainda mais remota. A cruz vermelha de hastes simétricas, com uma cruz branca sobreposta, era o símbolo da Ordem Militar de Cristo, fundada por D. Dinis em 1317, na sequência da extinção da Ordem dos Templários.
05 ● Com efeito a Cruz de Cristo, adornava as velas das caravelas que exploravam os mares desconhecidos e durante o reinado de D. Manuel, devido à intensa atividade marítima, a Bandeira da Ordem de Cristo foi frequentemente usada como pavilhão naval português, pois esta era a Grande Ordem ligada às viagens de expansão. Esse símbolo foi usado pela primeira vez nas caravelas da Armada de Pedro Álvares Cabral, e daí em diante todas as velas das naus e caravelas portuguesas dos descobrimentos as ostentaram. 
06 ● Hoje em dia não se pode falar na Cruz de Cristo sem que nos venha à memória o Navio Escola Sagres, com as suas imponentes velas brancas, onde essa cruz pintada de vermelho mantém viva a recordação do período épico dos Descobrimentos. Esse símbolo foi usado pela primeira vez nas caravelas da Armada de Pedro Álvares Cabral e daí em diante todas as velas das naus e caravelas portuguesas dos descobrimentos, as ostentaram. Agora, as velas do N.R.P. Sagres mantêm essa tradição, sendo o suporte mais visível desse símbolo, embora a Cruz de Cristo esteja desenhada também nos aviões da Força Aérea Portuguesa e presente em muitos outros locais, como monumentos, quer sejam de origem religiosa ou não.
A imponente Esquadra de Cabral
07 ● A Bandeira da Ordem de Cristo foi também o primeiro símbolo do Brasil e hoje existem muitos municípios brasileiros que possuem a imagem da Cruz na sua Bandeira ou no seu Brasão. Algumas vezes a imagem é estilizada e modificada, não correspondendo ao formato original da Cruz da Ordem de Cristo. Também a Seleção Portuguesa de Futebol e a Seleção Brasileira, bem como o Club de Regatas Vasco da Gama ou o Clube de Futebol "Os Belenenses" possuem a imagem estilizada da Cruz da Ordem de Cristo nos seus símbolos. (...) Elas indicavam a grandeza e o poderio que Portugal naquela altura (época) tinha e mesmo que hoje já não seja assim, não deixam de impressionar, pois os ventos da História ainda não se extinguiram e continuam a soprar nas velas da Sagres.
08 ● A Região Autônoma da Madeira tem a Cruz da Ordem de Cristo na sua bandeira, aludindo ao fato de ter sido descoberta por dois Cavaleiros dessa Ordem Militar, pertencentes à Casa do Infante D. Henrique: João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, sendo o Símbolo de ligação à República Portuguesa.
09 ● Voltando ao navio Sagres, que é considerado um dos mais belos veleiros do mundo, são as cruzes das velas que o distinguem como único e inconfundível entre todos os navios que cruzam os mares utilizando o vento para se deslocarem. Possivelmente, durante a epopéia dos Descobrimentos, as imponentes cruzes desenhadas nas velas dos navios impressionavam os inimigos e os navegantes de outros países. Elas indicavam a grandeza e o poderio que Portugal naquela altura tinha e mesmo que hoje já não seja assim, não deixam de impressionar, pois os ventos da História ainda não se extinguiram e continuam a soprar nas velas da Sagres.
10 ● As Cruzes de Cristo têm um misticismo muito próprio e talvez por isso sejam adotadas para símbolos de Organizações onde se espera que elas sirvam como incentivo à coragem e esforço pela vitória. A Cruz da Ordem de Cristo, não é uma, mas sim duas cruzes. A Cruz de Cristo é uma derivação da Cruz da Ordem dos Templários, ou Ordem do Templo. A cruz da referida ordem era uma cruz vermelha de braços abertos. Quando a Ordem do Templo foi perseguida em toda a Europa, o Rei em Portugal mandou que se verificasse se havia algo a apontar à ordem, e foi determinado que os Cavaleiros da Ordem do Templo em Portugal estavam inocentes. 
11 ● Posteriormente a Ordem dos Templários foi extinta, mas em sua substituição foi criada em Portugal a Ordem de Cristo. O símbolo da Ordem de Cristo é a mesma cruz vermelha de braços abertos, sobre a qual foi colocada uma Cruz Grega. A Cruz Grega é uma cruz branca, e é na Cristandade sinal de inocência ou pureza. O Rei mandou colocar esta cruz branca em cima da Cruz da Ordem de Cristo. A mensagem era simples: Estes são os Cavaleiros do Templo (cruz vermelha de braços abertos) que estão inocentes (Cruz Grega colocada em cima da vermelha). É daí que nasce a Cruz da Ordem de Cristo que conhecemos.
12 ● Lisboa, 08 de Março de 1500, um domingo. Terminada a missa campal, o Rei D. Manuel I sobe ao altar, montado no cais da Torre de Belém, toma a Bandeira da Ordem de Cristo e entrega-a a Pedro Álvares Cabral. O capitão vai içá-la na principal nave da frota que partirá daí a pouco para a Índia.
13 ● Era uma esquadra respeitável, a maior já montada em Portugal, com treze navios e 1500 homens. Além do tamanho, tinha outro detalhe incomum. O comandante não possuía a menor experiência como navegador. Cabral só estava no comando da esquadra porque era Cavaleiro da Ordem de Cristo e, como tal, tinha duas missões: criar uma feitoria na Índia e, no caminho, tomar posse de uma terra já conhecida, o Brasil. Em 22 de Abril de 1500, naus com a Cruz da Ordem de Cristo chegaram onde hoje é a Bahia. Foi o espírito dos Cruzados que guiou a aventura das Grandes Navegações PortuguesasA chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil foi parte de uma Cruzada conduzida pela Ordem de Cristo, que herdou a mística dos Templários.
Pedro Álvares Cabral
14 ● A Presença de Cabral à frente do empreendimento era indispensável, porque só a Ordem de Cristo, uma companhia religiosa-militar autônoma do Estado e herdeira da misteriosa Ordem dos Templários, tinha autorização papal para ocupar - tal como nas cruzadas - os territórios tomados aos infiéis (no caso brasileiro, os índios). No dia 26 de Abril de 1500, quatro dias depois de avistar a costa brasileira, o cavaleiro Pedro Álvares Cabral cumpriu a primeira parte da sua tarefa. Levantou onde hoje é Porto Seguro a bandeira da Ordem e mandou rezar a primeira missa no novo território. 
15 ● O futuro país era formalmente incorporado nas propriedades da organização. O Escrivão Pero Vaz de Caminha, que reparava em tudo, escreveu ao Rei sobre a solenidade: «Ali estava com o Capitão a Bandeira da Ordem de Cristo, com a qual saíra de Belém, e que sempre esteve alta». Para o Monarca português, a primazia da Ordem era conveniente. É que atrás das descobertas dos novos cruzados vinham as riquezas que faziam a grandeza e a glória do Reino. A seguir perceberá como a Ordem de Cristo transformou a pequena nação ibérica num Império espalhado pelos quatro cantos do planeta. 
- XIV -
Os Templários e o Brasil 
01 ● Não são poucos os pesquisadores a afirmar que os Reis Templários, responsáveis pelas Grandes Navegações Portuguesas, desde o século XII já tinham conhecimentos precisos sobre essas imensas terras a ocidente da África, obtidos da Biblioteca do Templo de Salomão, possuindo apas-Múndi bem delineados, além de conhecimentos sobre as correntes marítimas e navegação. (...) 
02 ● Rainer Daenhardt, reconhecido historiador alemão, em seu livro "A Missão Templária nos Descobrimentos”, discorre longamente sobre a forma como os Reis Portugueses teriam adquirido conhecimentos que propiciaram as descobertas marítimas. Segundo ele, os Monarcas de Portugal devem ter tido acesso a parte da Biblioteca de Alexandria, salva do fogo que a consumiu em 48 a.C., pois seus bibliotecários tentaram salvar pelo menos alguns dos rolos mais preciosos (os rolos eram 700 mil ao todo). A Ordem de Cristo também possuía cópias do famoso Claudius Ptolomeus, o cartógrafo de Alexandria do 2° século da Era Cristã. O Infante D. Henrique recebeu também de venezianos documentos das famosas viagens de Marco Pólo. Mas o principal, para Rainer, é a possibilidade de os Templários terem tido acesso a parte mais valiosa da Biblioteca do Rei Salomão, que estava acomodada em seus subterrâneos, e que foram necessários mais de 2.000 cavalos para os Cavaleiros Templários transportá-la. 
URL
03 ● Em 1296 os Templários – é fato histórico – trataram de transferir sua biblioteca para a Ilha de Chipre, a fim de defendê-la dos muçulmanos. Que biblioteca era essa, pergunta Rainer, se não havia gráfica em Jerusalém e se entre os cavaleiros não havia copiadores, nem tempo para elaboração de cópias, devido às guerras?
04 ● Vídeo sobre as cruzadas que ajudaram o Rei Dom Afonso Henriques a conquistar Portugal dos Mouros. São apenas retalhos editados dos originais, portanto os seus significados aqui são meramente ilustrativos. Estes Cavaleiros Templários usam a Cruz da Ordem de Cristo Templária Portuguesa. Nestes Vídeos, pela Bandeira azul com a coroa amarela (dourada), é da Suécia Medieval. Esta Cruz vermelha com o núcleo branco, (...) É usada também no Brasão de Tomar, juntamente com a Cruz Templária, cidade que foi Sede da Ordem dos Templários no Reino de Portugal e da Ordem de Cristo, sucessora da anterior. Esta Cruz foi usada nas velas dos navios na época das Grandes Navegações, e inclusive na Bandeira e no Brasão de Armas do Império do Brasil. (...)


As Primeiras expedições no Atlântico
05 ● "A conquista de Ceuta em 1415 é geralmente referida como o início dos Descobrimentos Portugueses. Nela participaram todos os Infantes de Portugal, e entre eles vemos o Infante D. Henrique a partir de então a ser dirigido para impulsionar as primeiras expedições no Atlântico, como investimento do Reino de Portugal através da Templária Ordem de Cristo e do seu próprio patrimônio pessoal."
06 ● “As primeiras navegações estão associadas à sua figura a partir da base que, saindo do porto de Castro Marim que tinha sido a primeira sede da referida Ordem Militar e da qual ele era o Grão-Mestre, estabeleceu em Lagos e na Sagres, onde foi acompanhado por um grupo de cartógrafos, astrônomos e pilotos. Além dos interesses materiais, o Príncipe ambicionava ao estabelecer uma aliança com o Preste João, um Príncipe cristão que governava as terras da Etiópia.”
Vasco da Gama - URL da Imagem
07 ● “Graças a essa aliança, pensava-se recomeçar as Cruzadas, mas numa escala planetária, alcançar o Paraíso (o Éden) do qual esse Rei africano era o guardião, e expulsar os muçulmanos da Terra Santa para alcançar a Idade do Ouro e Jerusalém Celeste. Por trás deste movimento, como dirigente governativo, estava o seu irmão Infante D. Pedro, 1.° Duque de Coimbra assim como um grupo vasto de religiosos cristão e judeus, mercadores e armadores profissionais, interessados e participantes nas navegações, responsáveis por uma série importante de iniciativas a que o navegador aderiu. Entre eles o seu aventureiro sobrinho navegador, Infante D. Fernando, Duque de Beja, pai de D. Manuel I, que deu toda a continuidade a esses intentos.”

- XV -

CONSULTE
01 ● Knights Templar - Ordem dos Templários
02 ● House of Hasbsburg - Casa de Habsburgo
03 ● House of Bourbon - Casa of Bourbon
04 ● House of Orleans - Casa de de Orléans

06 ● Order of Christ Cross - Cruz da Ordem de Cristo
07 ● History of the Order of Christ - Ordem de Cristo
08 ● Order of Christ (Portugal) - Ordem de Cristo
09 ● Name of Brazil -Terra de Santa Cruz
10 ● Ilha de Vera Cruz - Ilha de Vera Cruz
11 ● História pré-cabralina do Brasil
12 ● Período pré-colonial do Brasil
13 ● Colonial Brazil - Brasil Colônia ou Brasil Colonial (1530 – 1815)
14 ● Captaincies of Brazil - Capitanias do Brasil (1534–1549)
15 ● Governorate General of Brazil - Governo-Geral do Brasil
16 ● State of Brazil - Estado do Brasil (1621-1815)
17 ● Kingdom of Brazil - Reino do Brasil (1815-1825)
18 ● Empire of Brazil - Império do Brasil (1822-1889)

19 ● Brazilian Imperial Family - Família Imperial Brasileira

- XVI -

Quanto à República dos Estados Unidos do Brasil?...

"Quanto à República dos Estados Unidos do Brasil, sua história mostra uma forma de governo que não consegue fugir de suas origens escabrosas. Nasceu de uma sedição militar (1889). Implantou um regime onde a regra era, como ainda é, a corrupção, a degradação dos costumes e o terror."

"Aliás, não lhe escasseiam na crônica fastos lastimosos e pudendos. Atravessamos, em 1894, a ditadura plena: o governo da espionagem, do cárcere e do fuzil, com o lar doméstico entregue às buscas policiais, o erário ao saque dos cortesões, o crédito público às emissões clandestinas, a vida humana ao espingardeamento, a educação de nossos filhos ao espetáculo de todos os crimes, ao comércio de todas as corrupções. No começo, foi para vencer. Em seguida, para exterminar os vencidos. De 13 de março a 30 de julho as ilhas da nossa baía presenciaram a execução de centenas e centenas de homens, marinheiros da nossa esquadra, que os chora, confiados pelos seus capitães, na hora da rendição, à santidade das leis da guerra e imolados pela vitória truculenta ao apetite dos seus instintos. 

Durante esse período lutuoso o país inteiro, assombrado, assistira a tragédias como as do Paraná, onde o caminho de ferro conduzia aos espigões das serranias as vítimas do rancor homicida, para as sepultar nos despenhadeiros, fuzilando-as na queda. Tivemos, em março de 1897, a demagogia acompadrada com a autoridade, no Rio de Janeiro, destruindo prelos, armando queimadoiros nas praças, organizando a morte, executando as suas sentenças capitais à cara do governo, na sua capital. Viu-se, pouco mais tarde, nos sertões da Bahia, sobre os restos do fanatismo aniquilado, a liquidação pela degola, pelo petróleo, pela trucidação de mulheres e crianças. Nos sertões de S. Paulo a lei de Lynch, alistada ao serviço dos partidos, consumou impunemente, com a notória proteção dos interesses dominantes, uma das mais horrendas cenas de sangue registradas nos anais da nossa ferocidade."
(Rui Barbosa: em A Imprensa: março de 1900)

"A historiografia oficial não relata a presença, em nossas águas, de navios da Marinha dos Estados Unidos da América que, com tiro de peça, atingiram um dos navios do dissidente Almirante Saldanha (1893). Atingiram também a nossa soberania. E tudo a pedido do traidor Floriano Peixoto, então Presidente da República. (Nos bons tempos do Império do Brasil, eram os nossos navios que iam impor a ordem onde se fizesse necessário)." (...) 
A tragédia da experiência republicana brasileira definitivamente acabou com o Brasil. Defender este moralmente ilegítimo Regime Republicano Brasileiro é o mesmo que defender o Bandido que enganou, traiu, roubou e assassinou. A República principiou na ilegalidade inaugurando a primeira Ditadura Militar da História do Brasil, que para se manter assassinou 150.000 brasileiros, apenas nos seus sete primeiros anos de fracassos.


A tragédia da experiência republicana brasileira
Ohanes Kabderian 
Entrevista
01 • Ohanes Kabderian aos 6:28 do Vídeo - 2ª Parte: O Exército Brasileiro após a proclamação da República matou sob o comando de Floriano 150.000 pessoas, isso é muita gente para morrer sem guerra. Matar nacionais por serem monarquistas pobres, pobres, monarquistas pobres. Canudos todos sabem que não tinha ninguém rico ali. O Exército Brasileiro não tem que ter nenhum receio da Monarquia, absolutamente. No dia que o Exército Brasileiro tiver consciência e voltar a enxergar em Duque de Caxias o grande militar brasileiro, o próprio Exército não agirá e nem fará nada como um golpe ou coisa parecida (...)
02 • Aos 7:40 do Vídeo - 2ª Parte: Outra grande ação deste “Herói Nacional” Floriano Peixoto, foi a compra daquela esquadra que se chamou de Esquadra de Papelão que ele trouxe dos Estados Unidos, exatamente para combater a Marinha de Guerra (em posse dos Oficiais Monarquistas) (...) E a nossa esquadra infelizmente estava em Santa Catarina, senão a gente teria destruído os americanos. Nós éramos mais poderosos que os americanos (...). Nós éramos a 2ª Marinha Mercante do Mundo e a 4ª Marinha de Guerra do Mundo (Muitos dizem que foi a 3ª). (...) Para mim o motivo da República foi destruir o Brasil...   
03 • Aos 8:40 do Vídeo - 2ª Parte: Toda esta experiência republicana tem sido um desastre. Toda esta experiência republicana é uma experiência de desastres... Não acredito que haja um brasileiro que seja republicano. O Brasil está sem identidade, não há mais conceito de pátria, referência de pátria, nada. Não se tem mais orgulho de ser brasileiro. O que é uma situação bem diferente do nosso Período Imperial; isso é destruir uma nação. Quando você destrói a vontade destrói a nação. A grande crise brasileira não é econômica, não é uma crise de produção climática, a crise brasileira é moral.
Ohanes Kabderian – Monarquia II – 2ª parte
Economista Ohanes Kabderian
04 • Aos 4:48 do Vídeo - Última Parte: Nós já fomos um grande país, e perdemos esta posição por causa dos desmandos que a República tem feito nestes seus 100 anos... O Brasil perdeu o seu Rumo. A diferença quando se fala de Império do Brasil, e a maneira como o mundo via o Império do Brasil, as grandes nações, não é mais a mesma maneira que vêem o Brasil hoje. O Imperador Pedro II foi Árbitro Internacional (...). A falta de conhecimento do povo infelizmente... Esta traição, o roubo da identidade do Brasil que a República cometeu, fez com que o brasileiro não saiba mais exatamente como é o seu país... Isso é uma subtração de conhecimento. (...) 
05 • Aos 7:05 do Vídeo - Última ParteQueremos que o Brasil volte a ser o que era, o Império, um país respeitado, um país rico, (...) Gostaríamos de ter orgulho de quando saíssemos de nosso país, viajássemos, de ter orgulho quando mostrássemos nosso passaporte, dizer que somos filho de um Império importante. (...) Eu gostaria que o povo brasileiro se lembrasse da situação política brasileira atual e refletisse se não gostaria de voltar a ter um governante reto, honesto, amante do seu país, como foi Princesa Isabel, e como foi D. Pedro I que fundou o Império. Então nossa história nos leva a preferir o que a gente perdeu... O que nos foi tomado. 

Ohanes Kabderian conversa sobre o Império 2º Parte 

Ohanes Kabderian conversa sobre o Império 3º Parte

“O Monarca pensa nas próximas gerações... O Presidente nas próximas eleições”

"Somos nós, do Exército Brasileiro, que temos na consciência o peso da participação na derrubada do Império e que conhecemos a responsabilidade que nos cabe na instauração desta República que, até os dias de hoje, envergonha a história política do Brasil."

Existem muitas obras de Autores sérios. Procure, pesquise... Não fique limitado e alienado a um Guru. Ou melhor, seja mais inteligente nunca elegendo Gurus ou Ídolos... Não se deixe aliciar. Faça tuas reflexões e tire suas próprias conclusões com teus discernimentos.
Sugiro estas leituras: "A Luz do Baile""1808 –1822 – 1889", ''D. Pedro II: ser ou não ser'' e ''A Monarquia brasileira'', ambos de José Murilo de Carvalho. O livro "Barão de Santo Angelo, O Espírita da Corte" (Editora Lorenz)Existem muitas outras obras...

Príncipe Pedro (direita) ordena o oficial português Jorge Avilez (esquerda) retornar a Portugal após sua rebelião malsucedida. José Bonifácio (em roupas civis) pode ser visto ao lado do Príncipe.
- XVII -
Construção de réplica da Nau Portugal, 1.300 toneladas, 48 armas. 
Este navio foi utilizada à partir da primeira metade do século XVII.
Essa República de Mentira nada acrescentou de útil, virtuoso e verdadeiro ao Brasil. Por mais que me esforce, não consigo ver nobreza alguma em vossos políticos republicanos brasileiros... Tampouco algo em suas atitudes que os honrem ou engrandeçam.
Existe um paradoxo entre as posturas das Repúblicas, quanto suas autoridades de opinarem sobre Golpe de Estado Inconstitucional, quando 99% delas principiaram com um criminoso Golpe de Estado. No caso da Fundação do primeiro Estado de Exceção da História do Brasil em 1889, houve um genocídio nos seus 10 primeiros anos de fracassos em nome da sua consolidação, onde 200.000 pessoas foram mortas; a maioria delas sumariamente, numa época em que a população brasileira era 11 vezes menor que a atual, o que corresponde quantitativamente na atualidade a 2.000.000 de mortos. Quando estas repúblicas questionam seus golpes menores dados nos Golpes delas mesmas, é o mesmo que se estivessem questionando suas próprias legitimidades.
(...) "À medida em que o povo foi tomando conhecimento do acontecido, movimentos pela volta da Família Imperial começaram a eclodir por todo o Brasil. O governo republicano os destroçou com punho de ferro. (...)"
Enquanto isso a Presidenta na República do Brasil:
Dilma proibiu os Militares Brasileiros de comemorarem o Dia 31 de março (Contra-Golpe de 64). Entretanto ela prefere comemorar a Revolução Cubana que já assassinou mais de 85.000 cubanos naquela ilha prisão cuja população equivale apenas a da Grande São Paulo.
Vejam o que Dilma fala aos 3:20 minutos deste vídeo com uma gigantesca Bandeira Cubana ao fundo.
Outrora a Terrorista Dilma nunca lutou pela Democracia. 
O Brasil não possui melhor opção neste degradado ambiente de inconstitucionalidades desta fracassada República. O Momento Político é oportuno para o reencontro dos brasileiros com a sua História, com as suas tradições, com o seu destino de grandeza interrompido por uma traição; redirecionando a Nação Brasileira a sua original Vocação de Grandeza Imperial, onde cargo político é missão. Basta lembrar ao povo que já estivemos bem na História, e aos militares do Exército que seu Patrono é o Duque de Caxias..
A Árvore Boa
 CUBA • Fidel Castro • Ernesto "Che" Guevara • Comunismo 
ALGUMAS MATÉRIAS DESTE BLOG
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Algumas Matérias deste Blog
01 • A MUDANÇA