DEFUNTA REPÚBLICA DE MENTIRA

"(...) É, todavia, difícil compreender por que, até o fim do reinado de Pedro II, o Brasil era um país mais promissor que os EUA, mais importante que a China, a Índia, o Japão, a Coréia e quase todos os países europeus - de onde vieram muitos imigrantes - e hoje ocorre o oposto: (...)" - (Dr. José Carlos de Almeida Azevedo)

Defender a manutenção da imundície da Ilegítima Ditadura Republicana Genocida Brasileira, que seguiu matando pelo futuro milhões com suas inconsequências, negligências, omissões... É de uma falta de conhecimento extrema, de uma burrice crônica absoluta, ou de uma voracidade predatória sem precedentes... Apenas caindo Dilma com o seu "Perda Total", mesmo que seja junto com suas coligações (Partidos dos Partidos...) das Organizações Criminosas das Facções Narco-Psicopatas-Partidárias-Copartícipes dos Regimes Síndico-Comuna-Socialistas-Golpistas, da Máquina de Prostituição Parlamentar do Poder Central Republicano, Alinhada a Política Transnacional Continental Latina Americana do Foro de São Paulo... Quase nada mudará nessa decadente República de mentira nunca proclamada de fato - a sujeira mais uma vez apenas mudará de mãos.

O Brasil é escravizado por uma caricatura republicana presidencialista moralmente ilegítima abortada defunta como regime totalitário, cujas suas predadoras consequências se estenderam pelo futuro numa sucessão de ditaduras civis e militares... Nódoa negra do hoje paradoxalmente dito Exército do monarquista Caxias do Exército Imperial Brasileiro. Aliciados por meia dúzia de traidores da pátria discípulos da Seita Positivista, alguns militares do Exército Imperial foram utilizados como ferramenta executora do trabalho sujo que mergulhou o país nas trevas, com a desastrosa inauguração da primeira ditadura militar da História do Brasil em 15 de novembro de 1889, acabando com a democracia da Monarquia Constitucional Parlamentar Representativa do promissor respeitável Império do Brasil, que ombreava com as outras três nações mais poderosas, cuja sua Armada Imperial somada a Marinha Mercante, foi a 2ª Potência Naval da terra. Num determinado momento da nossa história, já fomos mais poderosos do que os Estados Unidos da América do Norte.

No desastre do Flagelo Republicano, entre mandos e desmandos nesses 126 anos de estagnação, se somam: "12 Estados de Sítios, 17 Atos Institucionais, 6 Dissoluções do Congresso, 19 Revoluções ou Intervenções Militares, 2 Renuncias Presidenciais, 3 Presidentes Impedidos, 4 Presidentes Depostos, 6 Constituições Diferentes, 4 Ditaduras e 9 Governos Autoritários"... Mais os últimos 30 anos de retrocessos perdidos num oceano de esgoto sem precedentes na História do Brasil, com a 6ª tentativa ressuscitadora do pesadelo da tragédia dessa fracassada Nova República Salvadora da Pátria perdida em si mesma, que além de produzir desde 1985 mais de 3.000.000* de assassinatos (*Incluindo as mortes provocadas pelos desserviços e/ou omissões dos sucessivos desgovernos), nos conduziu mais uma vez a um terrível vazio. E, tudo indica que a burrice ou obscuras ambições dos dementes políticos predadores devoradores da pátria, indiferentes ao que já funcionou a contento na história dessa nação fundada em 1822 como Império, continuarão como insaciáveis varejeiras investindo no engodo de novas inúteis defuntas repúblicas, que têm sido sinônimos de Desgraça Nacional. (Emanuel Nunes Silva)

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Impedimentistas e Intervencionistas, afinal que são os Golpistas?

- Introdução -
O Impeachment de um presidente nesse esgoto moral da classe política republicana brasileira de proporções inéditas na História da Humanidade, apenas favorece os interesses partidários mudando a sujeira de mãos, 
além de não ter o poder para banir do Território Nacional os partidos envolvidos com a rede de corrupção, junto com todos os Partidos dos Traidores da Pátria e seus coligados copartícipes do Foro de São Paulo, como ocorreria no caso de uma Intervenção Constitucional Militar.
● "Não se acerta doce de merda. Você pode por açúcar e mexer à vontade que você não acerta. Você tem que jogar a panela fora e fazer outro doce... Impeachment é querer acertar doce de merda com açúcar, não dá, pô."
Dr. Antônio J. R. Paiva
● Pois é!... Esta é a lambança dessa tua já 6ª fracassada República (Nova República); e ainda tem ingênuo defendendo essa inútil moralmente ilegítima Forma de Governo Presidencialista que principiou na ilegalidade, com a implantação da 1ª e mais sanguinária Ditadura Militar da História do Brasil, cujas suas predadoras consequências se estenderam pelo futuro... Não adianta apenas espantar as varejeiras da Merda. O problema está na República Brasileira em si.

Como essa inútil degradada classe política republicana brasileira se finge de burra para não largar o osso!...
Aos 24:31 - "Nós temos que ter Estadistas, e não Gerentes de interesses transnacionais. Como nós sempre tivemos (...) A própria Proclamação da República foi comprada. Na época o Brasil da proclamação da república em 1889, o Brasil tinha perto de 14.000.000 de habitantes, nenhum deles era republicano. Talvez você tivesse 1.000 republicanos no Brasil... Talvez. Você tinha o povo interessado em sobreviver que respeitava a Monarquia Brasileira. 14.000.000 contra 1.000, foi isso; e os 1.000 venceram. Só que há época em 1889 o Brasil era a segunda potência econômica e militar do mundo; de 1889 para 1964, o Brasil caiu do 2º lugar para o 46º lugar, e hoje é o 7º; quer dizer, em 150 anos não conseguiu, em 126 anos né, não conseguiu voltar ao 2º lugar, e talvez não consiga mais. (...)

Não é pelo fato de estar sucateado, é o seguinte, a Proclamação da República não foi um anseio popular, ela foi comprada pela potência hegemônica na época, que era o Império Britânico, o que... A troco de quê um marechal ia proclamar a república a pedido de 1.000 pessoas, quando 14.000.000 de pessoas não se interessavam pela república... Esse foi o primeiro golpe aplicado contra o Brasil; não que eu defenda a Monarquia, não, eu defendo a soberania; na época o Brasil era soberano, proclamou a república ele deixou de ser, entrou em decadência e não foi repescado em momento algum por nenhuma das repúblicas: nem pelo Estado Novo, nem pela República Velha, e nem pela Nova República, e nem pela nossa Revolução de 64; não foi, continua em decadência; ele não foi repescado, não teve auto-determinação... (...)"
"ASSISTAM! NECESSIDADE DA INTERVENÇÃO DA NAÇÃO!"

Aos 02:03: As forças Armadas são instrumentos da sociedade assim como as demais instituições. Então é uma INTERVENÇÃO DA SOCIEDADE através de um instrumento constitucional, que são as Forças Armadas. É a mesma coisa que você falar que o BISTURI é o Médico: não é... As FFAA são o bisturi da sociedade; só isto"

Aos 21:05"Não se acerta doce de merda. Você pode por açúcar e mexer à vontade que você não acerta. Você tem que jogar a panela fora e fazer outro doce... Impeachment é querer acertar doce de merda com açúcar, não dá, pô. Não vai resolver o problema político institucional do Brasil. Você tem que afastar a classe política através de uma intervenção constitucional praticada pela nação através dos seus instrumentos que são as FFAA. As Forças Armadas não podem DECIDIR INTERVIR de moto próprio. ELAS TÊM QUE SER CHAMADAS PELA NAÇÃO."

Aos 06:27"Não é o Congresso o guardião da legalidade... Pois quem está no poder normalmente não quer mudar nada" (...)
"Houve uma usurpação do poder do Estado pela classe política" e assim o que a sociedade quer deveria ser atendido pelos membros dos poderes da República, mas ele explica que no caso presente é impossível." (...)
"O legislador constitucional através dos redatores técnicos deixou muito claro que as FFAA tem a destinação de defesa da Pátria, e dos poderes constitucionais... Mas os poderes constitucionais foram usurpados pelo crime e se comunicam muito bem no sentido de prejudicar a nação."
(Dr. Antônio J. R. Paiva)
Apenas uma Intervenção Federal Militar Legal&Constitucional, sem derrubar a degradada fracassada inútil defunta Forma Republicana de Governo Presidencialista Brasileira, também não resolve.
Seria o mesmo que continuar insistindo ingenuamente nos mesmos erros, prosseguindo com o continuísmo da Desgraça Republicana Brasileira, na ilusão de se obter finalmente desta vez resultados diferentes... Em 1889 meia dúzia de Traidores da Pátria discípulos da Seita Positivista, desencadearam uma sucessão de fracassos que se estenderam pelo futuro... Culminando com as imundícies desse Oceano de Esgoto Moral sem precedentes em Terras de Santa Cruz.
Se utilizar legitimamente hoje de uma INTERVENÇÃO MILITAR prevista na constituição, sem derrubar a PRINCIPAL CAUSA da DESGRAÇA NACIONAL, é se limitar novamente a um GRANDE NADA. A intervenção não passa de uma emergência do presente, porém sem DERRUBAR O SISTEMA, será um investimento certeiro num NOVO FRACASSO.
Apenas um Impeachment sem banir todos os partidos das coligações do PT junto com os partidos copartícipes do Foro de São Paulo, não resolve... É burrice. A Intervenção Militar também está na Constituição (artigos 1º, 142º e 144º), além de ser o único antídoto para dar um basta nesta desconjuntura aparelhada institucionalizada, já sendo apressadamente constitucionalizada. Por isso que o Esgoto Moral Político Republicano Brasileiro sempre vai preferir e até apoiar o Impeachment. Um Impeachment neste lamentável Estado de Coisas, significa apenas MUDAR A SUJEIRA DE MÃOS, mas para a Decadente Política Republicana Brasileira e milhões de ingênuos Analfabetos Funcionais... Significa MUDANÇA.
- I -
Impedimentistas e Intervencionistas, afinal que são os Golpistas?
A história geralmente se repete. Durante o Regime Militar, de 1964 a 1985, todos aqueles que resolvessem questionar a legitimidade daqueles governos eram taxados de “comunistas”, subversivos”, etc.
Essa perseguição acabou nos governos civis “não-fedem-nem cheiram” de Tancredo/Sarney, Collor/Itamar, e FHC. A partir daí os “comunistas” e “subversivos” de antigamente passaram a ser tolerados e até alimentados com bom milho, organizando-se para retornar à atividade política. Mas foram barrados, espertamente, pelo PT, que se antecipou.

Assumindo as rédeas do país, com Lula da Silva, em 2003, o Partido dos Trabalhadores – PT, incorporou a antiga “paranoia” dos militares e a virou ao avesso. Só que daí em diante haviam tomado o poder os que tomaram o lugar dos antigos “comunistas” e “subversivos”, que antes estavam, em maior número, no antigo Partido Trabalhista Brasileiro-PTB, cujo plano havia sido idealizado pelo General Golbery, com a ajuda do sindicalista Lula, daí nascendo o PT, que ficou no lugar do PTB, como o mais poderoso partido de “oposição”. Enquanto os governos civis anteriores “não-fedem-nem cheiram” não foram nem bons, nem maus, o PT passou a representar a essência do mal, em todos os sentidos.

Acomodados no trono presidencial, e tendo aparelhado todo o Estado Brasileiro, à “sua maneira”, nos Três Poderes, com gente “fiel” aos novos princípios políticos do governo (de esquerda, ”defesa” dos pobres, assistencialismo exacerbado, etc.) foi fácil mudar e inverter as “sentenças” dos militares. A partir daí, todos os que contestavam o governo passaram a ser os seus inimigos, “reacionários”, ”golpistas”, ”direitistas” e adjetivações assemelhadas.
Desperdiçaram uma oportunidade única com essa inutilidade de Impeachment. Se a política republicana brasileira não fosse um Circo de Horrores, e estivéssemos em pleno Estado Democrático de Direito; até que resolveria alguma coisa... Mas não é o caso dessa Decadente República de Mentira. O correto seria pedir o Fim da República Brasileira que fracassou pela 6ª vez. No mínimo para os desinformados seria pedir o banimento do PT junto com todos os partidos coligados copartícipes do Foro de São Paulo. Obviamente que apenas a extinção do PT, já faria dessa palhaçada de Impeachment um grande nada.
Quando começa finalmente a emergir a verdade sobre as falcatruas cometidas pelo pessoal do governo do PT & Cia, no âmbito da Administração Pública, Direta e Indireta, tornando-se a cada dia mais difícil a sua permanência no poder, começa a mobilização das oposições e da sociedade civil no sentido do afastamento da Presidenta da República, seja por IMPEACHMENT, seja por INTERVENÇÃO MILITAR, ambas medidas previstas na Constituição, a partir daí o governo ordenou às suas bases e à imprensa comprada por ele que a melhor defesa seria o contra-ataque, acusando os que defendem o impeachment ou a intervenção militar constitucional de GOLPISTAS e palavras similares.
Verdade seja dita, tanto o impeachment, quanto a intervenção militar, ambos autorizados na Constituição, até são passíveis de manipulação e uso como “golpe”, mas desde que processados e julgados, o primeiro pelo Congresso, e o segundo pelo Poder Militar, fora dos requisitos exigidos pela Constituição, ou seja, mediante premissas irreais, falsificadas.
O melhor exemplo que se poderia encontrar é o afastamento do Presidente Collor, por impeachment*¹ (No Capítulo IV desta Matéria), em 1992. Porventura teria havido motivos fortes o suficiente para tão drástica medida, já que, comparado ao que hoje acontece, aquelas eventuais irregularidades teriam sido brinquedinhos de criança? Não teria havido, como hoje acusa, com certa razão, o ex-presidente, um golpe contra ele?
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Palácio Duque de Caxias (O Maior Palácio do Brasil)– Pantheon de Caxias (Porto da Estrela, 25 de agosto de 1803 — Desengano, 7 de maio de 1880) – Sede do Comando Militar do Leste.
Quer isso significar, portanto, que geralmente é bastante tênue a fronteira entre o impeachment legítimo e o ilegítimo, este sim "golpista". O mesmo, com certeza, pode ser aplicado na opção pela INTERVENÇÃO MILITAR, prevista no artigo 142 da Constituição, de exclusiva competência das Forças Armadas. Também a intervenção militar pode ser legítima, ou ilegítima, golpista, dependendo da ocorrência, ou não, dos pressupostos exigidos pela Constituição para configurá-la, ou não, ou seja, de estar ocorrendo ameaça à DEFESA DA PÁTRIA ou à GARANTIA DOS PODERES CONSTITUCIONAIS, hipóteses em que as FFAA têm a exclusiva competência de avaliar e agir, ou então, por provocação de algum dos Três Poderes, se for no sentido de intervir nas ameaças ao império da LEI e da ORDEM. É nesse aspecto que geralmente as mentes confusas se “embaralham”, não conseguindo distinguir uma situação da outra. Esse poder constitucional das Forças Armadas foi "tentado" retirar em 1999, Governo FHC, com a Lei Complementar Nº 97. Mas essa lei é inválida porque contraria a Constituição, como já expus em trabalhos anteriores.
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Na escolha da opção entre o impeachment e a intervenção militar, dois pontos devem sobressair nessa análise. O primeiro é sobre os efeitos e a dimensão da respectiva medida. Como o impeachment afasta somente o chefe do poder executivo, é evidente que esse poder não será TODO trocado, e nem atingidos os Poderes Legislativo e Judiciário, que podem estar intimamente mancomunados com o destituído, em vista, principalmente, de um longo período de convivência, inclusive viciada, no caso presente, três mandatos consecutivos, ou 12 anos. Dita ”reforma” poderia ficar só na aparência. O segundo ponto está na avaliação correta dos órgãos competentes para proceder o impeachment ou a intervenção militar. O impedimento seria pelos políticos do poder legislativo federal; a intervenção, pelo Poder Militar, através das Forças Armadas. A pergunta que se impõe seja respondida é: QUAL O PODER MAIS CONFIÁVEL? O Congresso? As Forças Armadas? A resposta, conforme pesquisas já realizadas neste sentido, com as quais eu concordo, não deixa qualquer dúvida que o mais recomendado seria uma intervenção militar, que teria condições e força necessária para fazer as reformas exigidas, não poupando nenhum dos Três Poderes, que deixaram de ter a confiança da sociedade.
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Chegamos ao ponto de trazer à tona QUEM É O ÚNICO E VERDADEIRO GOLPISTA em toda essa “concorrência”. Sem dúvida não é nenhum dos “suspeitos”, e sim ele próprio, GOVERNO, e toda a sua base de sustentação, distribuída nos TRÊS PODERES. O Governo “governa” através de repetidos golpes mas são golpes de “caneta”. Tudo que ele quer fazer e as leis não permitem ele as transforma em novas leis, revogando, ab-rogando ou derrogando as antigas disposições em contrário. Quando lhe “dá na telha”, ele até muda a constituição com suas constantes “emendas constitucionais”, que tornaram a Constituição uma verdadeira colcha de retalhos. Mas isso ele só faz mediante a conivência dos Poderes Legislativo e Judiciário, que estão inteiramente na mão dele, o primeiro mediante compra, e o segundo mediante o poder de “nomeação”.

Enquanto estas linhas estão sendo escritas, por exemplo o Governo tem a cara de pau de fazer mais uma das “suas”, apresentando um pacote “anticorrupção”, que é corrupção “puro-sangue”, e que vai ser mais um golpe contra a competência do Poder Judiciário, deixando a cargo do Tribunal de Contas da União, cujos membros são da sua inteira confiança, e que ocupam os cargos mais invejados do país, os acordos de leniência para livrar a “cara” dos corruptos do seu partido.

É assim que eles fazem e usam as leis. Só há uma maneira de interromper esse processo, pelo menos prevista constitucionalmente.

Sérgio Alves de Oliveira – Advogado e Sociólogo 

- II -
Quanto a Intervenção Militar de 1964 legitimada pela população!... 
A) - A Luta Armada Brasileira jamais foi legitimada pela população, tanto pelas suas propostas, quanto pelas características (métodos) das suas ações. Não existe legitimidade em cobrar qualquer coisa de quem a derrotou e a anistiou, ao contrário do que certamente fariam... A derrota da Luta Armada Brasileira, não promoveu o banho de sangue como os socialistas fizeram em Cuba, na URSS e na China. Tampouco foi “necessário” matar 30.000 pessoas como ocorreu na Argentina, país com uma população 5 vezes menor que a brasileira. 
B) - Apesar de a população brasileira ser maior do que a soma das populações dos outros países da América do Sul incluindo Cuba do Caribe, dentre os membros e/ou colaboradores da Luta Armada, durante todo o período dos famosos 21 Anos de Chumbo, morreram ou desapareceram cerca de 400 pessoas, segundo o Livro Direito à Memória e à Verdade, publicado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (média de 19 pessoas por ano). Comparando-se este fato ao que aconteceu nas ditaduras do Chile: 3.000 mortos; Argentina: 30.000 mortos; e como parâmetro na Ditadura Comunista Cubana, país hoje com apenas 11 Milhões de habitante: 85.000 mortos; proporcionalmente às características do Brasil, a vitória sobre os grupos que pretendiam implantar arbitrariamente, à custa de muito derramamento de sangue a tal Ditadura do Proletariado (Comunista), teve um número de mortos relativamente reduzido, graças a atuação cirúrgica das FFAA. 
C) - Os brasileiros jamais aderiram ao terrorismo. A justificativa: “O impulso de destruir é também um impulso criativo”, nunca fez escola entre nós. Influenciou um ou outro pervertido. Chacinar autoridades ou pessoas comuns, detonar bombas na multidão, explodir instalações públicas, como sucede rotineiramente em países conhecidos pela irracionalidade de minorias políticas e religiosas, não integram os nossos costumes. O povo mais de uma vez manifestou repugnância a facínoras insensíveis que, em nome de ideologia extremista, ou por mera propensão homicida, não vacilam em sacrificar homens, mulheres e crianças, em sangrentos atentados a tiros ou à bomba. 
D) - Não foi a Violência da Dilma Terrorista que ajudou a derrubar a Ditadura Militar. Foram as ações dos militares que depois de derrotarem a violência de pessoas como Dilma, que redemocratizaram o país, na época em que estas pessoas pretendiam implantar à custa de muito derramamento de sangue uma Ditadura Comunista no Brasil. A última Ditadura Militar nunca foi derrubada, pois foram os próprios “Ditadores” que depois de derrotarem os Terroristas e a Luta Armada, promoveram a abertura política. A Intervenção Militar de 64 aclamada e legitimada pela expressiva maioria da população nunca se caracterizou como Revolução, tampouco posteriormente como uma Ditadura de fato. 
E) - Após o povo sair às ruas pedindo uma atitude enérgica das forças armadas perante o caos que se instalou em 1964, os militares devolveram a ordem ao país durante 20 anos. A entrega do poder não foi possível antes porque os Atentados Terroristas, Luta Armada & Guerrilha, que não visavam a democracia, não permitia ambiente propício para tal. Aos 14:25 do Vídeo: A Ligação umbilical, a ligação vital, que existiu entre os Guerrilheiros Brasileiros e a Revolução Cubana/o Governo Cubano, trouxe aqui o testemunho insuspeito neste caso, do Senhor José Dirceu que afirma: “A geração que chegou ao Poder deve muito à Cuba, sou um cubano brasileiro ou um brasileiro cubano".
F) - A Lei N.º 6.683, da Anistia (da Abertura Ampla Geral e Irrestrita), sancionada em 28 de agosto de 1979 pelo Presidente João Figueiredo, concedeu perdão aos responsáveis por seus crimes cometidos entre 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979, tanto para os autores dos atentados terroristas, quanto para os crimes cometidos pelos Agentes de Estado. Os beneficiados ganharam a oportunidade de retornar à política, às atividades acadêmicas, ao jornalismo, aos negócios, quase sempre obtendo sucesso... Como temos visto até os dias de hoje. A legislação, de caráter excepcional, justificava-se naquele momento como prova inequívoca do compromisso assumido pelo Governo Militar de pacificar a Nação. Em tal circunstância, procurou-se passar a borracha no passado, isentando de culpa, e do cumprimento de pena, réus civis e militares...
G) - Providencialmente estes que pretendiam impor arbitrariamente uma Ditadura do proletária pelo terror, e com muito derramamento de sangue de inocentes, prontamente aceitaram juridicamente a proposta. Posteriormente portando-se como vítimas de um Estado Opressor... Todos eles consideraram mais que justas suas gordas indenizações “reparadoras” vitalícias. Apesar deste final supostamente construtivo, a maioria desses “derrotados”, agora pretendem anular a Lei da Anistia, obviamente sem deixar de receber suas indenizações, apesar das suas vítimas nada receberem, além de tentarem punir (nem que seja moralmente) quem os combateu.
H) - Uma prova contundente do caráter dessas pessoas é o caso do deportamento dos Atletas cubanos, e da adoção pelo Governo Brasileiro contra a vontade dos brasileiros, do Terrorista italiano Cesare battist condenado por vários assassinatos; indivíduo sanguinário e premeditado, que a pretexto de pertencer a organização anarquista, matou e mutilou inocentes... Não em legítima defesa, mas de forma impiedosa, alimentada por seu instinto sádico. Por razões óbvias, esta gente que hoje é poder, protege seus iguais, contribuindo para a impunidade que impera na República de Mentira Federativa Brasileira.
I) - Inocentar Cesare Battisti, como fez o então Presidente Lula orientado por seus asseclas, cuja incapacidade de entender a grandeza e as responsabilidades do cargo, tem o caráter de anistia individual extemporânea, em benefício de um criminoso comum condenado à prisão perpétua, que ingressou no Brasil clandestinamente com documentos de identidade falsos. O gesto insólito viola tratado celebrado com a Itália, agride o Direito Internacional Público e revela que, em detrimento do Direito italiano, fruto de milenar construção de consagrados juristas. Lula fez com que o Brasil optasse internacionalmente pela ilegalidade da Camorra. Portanto não existe mais no Brasil o tão celebrado pela Classe Jurídica e Política Brasileira, o Estado Democrático de Direito.
J) - Por outro lado, quando os Atletas cubanos que nem criminosos eram, supondo que o Brasil fosse um país soberano e democrático pediram asilo, qual foi a atitude do Governo Lula?... Os deportaram para Cuba atendendo um pedido do seu camarada Fidel Castro sem a menor cerimônia, para lá serem punidos pelo "gravíssimo crime" por desejarem permanecer no Brasil. O Governo do PT literalmente os prendeu, julgou, condenou e os puniu devolvendo-os para a Ilha Prisão cujo Regime Totalitário Opressor Comunista tanto admira.

K) - Portanto está claro e óbvio que os iguais mais uma vez se protegeram. Ainda não entenderam?... Se o Governo Brasileiro composto por pessoas que na época dos "Anos de Chumbo" sem o menor escrúpulo fazia o mesmo, os Senhores estavam esperando que eles assinassem mesmo que fosse simbolicamente suas próprias sentenças, extraditando este tal de Terrorista e assassino CESARE BATTISTI, cuja prioridade deles hoje é distorcer as verdades para limparem seus nomes com o propósito de ficarem bem na história, através da tal unilateral Comissão da Verdade criada por eles mesmos, sem nenhum compromisso com a veracidade dos fatos... (Leia na Íntegra a Matéria: Vítimas do Terrorismo Socialista & Comunista nos Anos de Chumbo) 
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- III -
Quanto ao Foro de São Paulo!...
Itens IV  ao IX ● da Matéria: FORO DE SÃO PAULO DE "A a Z" - OS TRÊS PASSOS PARA O NEO-COMUNISMO.
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IV ● Nesse esgoto moral da classe política republicana brasileira, o Impeachment de um presidente, apenas favorece os interesses partidários, e muda a sujeira de mãos, além de não ter o poder para banir do Território Nacional os partidos envolvidos com a rede de corrupção, mais o Partido dos Traidores da Pátria com seus coligados, junto com todos os partidos copartícipes do Foro de São Paulo. Entretanto entendo que os movimentos Pró-Impeachment é mais simples de ser assimilado pela maioria lobotomizada desde tenra idade nos bancos das escolas por professores Socialistas&Comunistas Idiotas Úteis, além de deixar patente a indignação coletiva quanto a desqualificação desta Organização Criminosa travestida de Governo, legitimando o desencadear de uma Intervenção Federal Constitucional Militar, cujos resultados seriam mais abrangentes... Único meio de punir de fato a Escória Partidária Politiqueira do país que nada acrescenta e só subtrai. O resto é balela e politicagem inútil.

Impeachment- Luiz Trevisani & Eder Borges

● Apenas um Impeachment sem banir todos os partidos das coligações do PT junto com os partidos copartícipes do Foro de São Paulo, não resolve... É burrice. A Intervenção Militar também está na Constituição, além de ser o único antídoto para dar um basta nesta desconjuntura aparelhada institucionalizada, já sendo apressadamente constitucionalizada. Por isso que o Esgoto Moral Político Republicano Brasileiro sempre vai preferir e até apoiar o Impeachment. Um Impeachment neste lamentável Estado de Coisas, significa apenas MUDAR A SUJEIRA DE MÃOS, mas para a Decadente Política Republicana Brasileira e milhões de ingênuos Analfabetos Funcionais... Significa MUDANÇA.

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VI ● As Origens Históricas do Estado Independente e Soberano Brasileiro, não tem sintonia, tampouco se harmonizará com a Integração da América Hispânica numa Pátria Grande. Enquanto que a América Espanhola se fragmentou em inúmeras republiquetas, o Brasil a partir de 7 de setembro de 1822 se emancipou como um Império, cuja a sua Forma de Governo Monárquica Parlamentarista Representativa, transformou em menos de 60 anos um Brasil atrasado numa Potência Global, respeitada entre o universo das nações no seu tempo. Esta é a grande diferença. Perdemos este status com o advento do Golpe de Estado de 15 de novembro de 1889, e certamente vamos perder ainda mais se a Nação Brasileira se fundir com esta tal de Pátria Grande.
● URSAL
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VII ● Para complementar a grande lambança do Positivismo adotado pelos Traidores da Pátria Golpistas, responsáveis pela tragédia de 15 de novembro de 1889 que acabou com o Brasil... Posteriormente essa República de mentira nunca proclamada de fato, ainda adiciona a desgraça do Gramscismo ao seu coquetel de imundícies, para finalmente metamorfosear-se nesse Inútil Esgoto Moral Republicano Caricato Comunista Brasileiro, preso ao pegajoso lodo dos abissais de um Oceano de Horrores. Essa decadente Forma de Governo nesses 125 anos de fracassos, tem sido sinônimo de Tragédia Nacional. Qualquer semelhança com a matéria abaixo da costarriquenha Viviana Padelin, com a atual Desconjuntura Política Institucionalizada Brasileira já sendo constitucionalizada, não é mera coincidência:
VIII ● O Regime Republicano Totalitário Socialista Comunista e o Regime Republicano Totalitário Socialista Nazista segundo a Declaração de Praga sobre Consciência Européia e Comunismo se equivalem: "o reconhecimento de que muitos crimes cometidos em nome do comunismo devem ser considerados crimes contra a humanidade, servindo, portanto como um aviso para as gerações futuras, tal como os crimes nazistas foram considerados pelo Tribunal de Nuremberg"... Continue lendo no Capítulo - V - abaixo:
IX ● Tanto o Comunismo quanto o Nazismo são Regimes Totalitaristas Republicanos. "Totalitarismo (ou regime totalitário) é um sistema político no qual o Estado, normalmente sob o controle de uma única pessoa, político, facção ou classe social, não reconhece limites à sua autoridade e se esforça para regulamentar todos os aspectos da vida pública e privada, sempre que possível. O totalitarismo é caracterizado pela coincidência do autoritarismo (onde os cidadãos comuns não têm participação significativa na tomada de decisão do Estado) e da ideologia (um esquema generalizado de valores promulgado por meios institucionais para orientar a maioria, senão todos os aspectos da vida pública e privada). Os regimes ou movimentos totalitários mantêm o poder político através de uma propaganda abrangente divulgada através dos meios de comunicação controlados pelo Estado, um partido único que é muitas vezes marcado por culto de personalidade, o controle sobre a economia, a regulação e restrição da expressão, a vigilância em massa e o disseminado uso do Terrorismo de Estado". Segue na Matéria: FORO DE SÃO PAULO DE "A a Z" - OS TRÊS PASSOS PARA O NEO-COMUNISMO.
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Só homens aparentemente com algum preparo físico e idade homogênea para exercer qualquer atividade paramilitar (onde estão as mulheres, crianças e idosos destes "refugiados ou imigrantes"?)... E não param de chegar. Cubanos, Haitianos, Dominicanos, Senegaleses, Ganeses e outros Africanos... Para se juntarem a Legião dos milhares de "Médicos Cubanos". Por que essa gente depois de passar por República Dominicana, Panamá, Equador e Peru, entram pelo Estado do Acre na Tríplice Fronteira formada com Peru e Bolívia, e a partir daí é disseminada por cidades pequenas sem nenhuma oportunidade de emprego? Nem as pequenas cidades da Serra Gaúcha estão sendo poupadas. Em pleno Carnaval de 2015 vi dezenas deles em trânsito pelos municípios da região falando um idioma incompreensível para mim, e não param de chegar.
Basta que o Exército dito o do Imperial de Caxias honre o seu Patrono e cumpra com suas obrigações, deveres constitucionais (artigos 1º, 142º e 144º), seus juramentos feitos a Bandeira Republicana que inventaram em 1889; simbolismo da Seita Positivista que apenas representa uma Forma de Governo que nunca cumpriu à que veio, alienígena às nossas Raízes Históricas e a Legítima Identidade Nacional, e não o Brasil na sua essência. Os Senhores bem sabem disso, façam bem feito desta vez, sejam corajosos...
Não passam de belas carcaças irrecuperáveis rastejando pelos meandros da demência. Malditas almas vazias que não têm servido para nada. Com certeza sucumbirão engolidas pelos abismos das trevas sem que façam falta a ninguém. Inúteis criaturas que deveriam ser executadas pelos seus crimes de Lesa-Pátria. Raça maldita que alicia criminosamente sem o menor escrúpulo crianças e jovens, corrompendo seus valores morais, induzindo que façam amanhã  pior do que os abutres que se espelham no presente. Isso é a descarada degradação da reserva humana do país, que coloca em risco a Soberania Nacional. Praga imunda de bandidos que tem que ser exterminada, antes que seus desserviços acabe definitivamente com o Brasil. Que assim seja em seus futuros que constroem no presente com suas Organizações Criminosas aliadas e coligadas partidariamente, onde a prioridade é o Poder simplesmente pelo Poder e saquear a nação.
(Nota)*¹ - Quanto a CONDENAÇÃO por IMPEACHMENT de COLLOR (Fernando Affonso Collor de Mello) nunca ocorrida de fato!... Alguma coisa mudou para melhor em relação às Organizações Criminosas Partidárias?

Collor renunciou ao mandato pouco antes do início do julgamento do Senado Federal. Naquela Casa, essa decisão gerou muita polêmica. Alguns juristas consideraram que o julgamento, após a renúncia, não deveria ter acontecido. Assim, a questão acabou sendo decidida no Supremo Tribunal Federal, em sessão presidida pelo Ministro Sydney Sanches - que ratificou o resultado do Senado Federal pela perda do cargo de Presidente da República e pela inabilitação política de Collor por oito anos.

"(...) O Presidente Fernando Collor de Mello foi o primeiro civil eleito diretamente pelo voto popular, depois do golpe militar de 1964. Também foi o primeiro a ser julgado e condenado por Crime de Responsabilidade, sendo portanto o primeiro Presidente da República a sofre o processo de impeachment. Por isso, sofreu pena de suspensão de direitos políticos por 8 anos, tornando-se inelegível para qualquer função pública durante esse período. (...)"
20 anos do IMPEACHMENT

DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA RESGATA HISTÓRICO E REGISTRA 20 ANOS DO IMPEACHMENT DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FERNANDO COLLOR
Nuvem de Palavra Impeachment

A Coordenação de Histórico de Debates (COHID) do Departamento de Taquigrafia, Redação e Revisão (DETAQ) resgatou o histórico dos debates que antecederam o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, ocorrido há 20 anos. A nova edição do “Escrevendo a História” retrata a primeira etapa daquele processo, que culminou com a admissão da acusação, por parte da Câmara dos Deputados, do cometimento de crime de responsabilidade por parte de Collor, autorizando assim o Senado a julgá-lo.

A coletânea do DETAQ faz destaque à transcrição escrita e ao áudio de 14 discursos proferidos por oito parlamentares distintos (dentre os que apoiavam ou reprovavam o Governo Collor). Entre os pronunciamentos, o do presidente da Câmara dos Deputados à época, Ibsen Pinheiro (RS), que acolheu o pedido de impeachment feito pelos cidadãos Barbosa Lima Sobrinho (presidente da Associação Brasileira de Imprensa) e Marcelo Lavenère (presidente da Ordem dos Advogados do Brasil). “O que o povo quer, esta Casa acaba querendo”, afirmou Ibsen.

Consta da coletânea a explanação, na qualidade de autores, da denúncia contra o Presidente da República por crime de responsabilidade, feita por Barbosa Lima Sobrinho e por Marcelo Lavenère. Também está destacado o registro da discussão e da votação do parecer da Comissão Especial destinada a oferecer parecer sobre a denúncia contra o Presidente da República por crime de responsabilidade.

Como parte do contraditório, a coletânea traz o discurso feito pelo ex-presidente quando tomou posse como Senador por Alagoas, em 15 de março de 2007 – depois de ter reconquistados seus direitos políticos. Durante três horas e meia, e ao longo de 99 páginas, Collor fez um balanço sobre a crise que levou a seu impeachment em 1992. Concluiu dizendo: "Eu não vim para lastimar o passado. Vim para sepultar de vez esta dolorosa lembrança”.

I- INTRODUÇÃO

O Presidente Fernando Collor de Mello foi o primeiro civil eleito diretamente pelo voto popular, depois do golpe militar de 1964. Também foi o primeiro a ser julgado e condenado por Crime de Responsabilidade, sendo portanto o primeiro Presidente da República a sofre o processo de impeachment. Por isso, sofreu pena de suspensão de direitos políticos por 8 anos, tornando-se inelegível para qualquer função pública durante esse período.

II- IMPEACHMENT

O impeachment é um termo do inglês que, na tradução literal, significa impugnação de mandato, denomina o processo de cassação de mandato do chefe do Poder Executivo. No Brasil, o impeachment surgiu com a República, que o instituiu em sua primeira Constituição, de 1891, seguindo os preceitos constitucionais norte-americanos.

A Constituição brasileira de 1988 especifica os casos em que o Presidente da República pode ser processado no artigo 85 e define quem irá processá-lo de acordo com o crime que tenha cometido no artigo 86, combinado com pela Lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950, que define os crimes de responsabilidades e regula o respectivo processo de julgamento.

Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:

I - a existência da União;

II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;

III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

IV - a segurança interna do País;

V - a probidade na administração;

VI - a lei orçamentária;

VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.

Artigo 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. (Fonte: Constituição Federal do Brasil, 1988)

III- LINHA DO TEMPO DO PROCESSO DE IMPEACHMENT

O primeiro Presidente da República civil eleito por voto direto desde 1960, Fernando Affonso Collor de Mello foi escolhido de acordo com as regras da Constituição de 1988, com plena liberdade partidária e eleição em dois turnos. O seu mandato presidencial teve curta duração: de 15 de março de 1990 a 2 de outubro de 1992, quando foi afastado da Presidência da República para responder ao processo de impeachment.

O processo político do Presidente Fernando Collor de Mello estendeu-se por sete meses, no período de 1º de junho à 29 de dezembro de 1992, havendo interferência do Congresso Nacional, com a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar fatos contidos nas denúncias do Sr. Pedro Collor de Mello referentes às atividades do Sr. Paulo César Cavalcante Farias, capazes de configurar ilicitude penal, mais conhecida como a CPMI - Esquema PC Farias, e da Câmara dos Deputados, com a instalação da Comissão Especial destinada a dar parecer sobre Denúncia contra o Presidente da República de crime de responsabilidade oferecida pelos Srs. Barbosa Lima Sobrinho e Marcelo Lavenère.

A seguir, breve relatos da sucessão de eventos que culminaram com a renúncia do Presidente Fernando Collor:

15 demarço de 1990 - Fernando Collor de Mello toma posse como Presidente da República eleito com 35 milhões.
Maio de 1992 - O irmão de Fernando Collor, Pedro Collor, acusa PC Farias de ser o "testa-de-ferro" do Presidente.
1º de junho de 1992 - O Congresso Nacional instala uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os negócios de PC Farias no Governo Collor, tendo como Presidente, Deputado Benito Gama, e Relator, Senador Amir Lando. Tramitação da CPMI.Arquivo em PDF.
4 de junho de 1992 – Pedro Collor, irmão do Presidente Collor, depõe na CPMI e acusa PC Farias de montar uma rede de tráfico de influência no Governo, com a conivência do Presidente.
Julho de 1992 - O motorista do Presidente Collor, Eriberto França, vai ao Congresso Nacional para depor na CPMI e confirma os depósitos de PC Farias para a Secretária do Presidente, Ana Acioli.
21 de agosto de 1992 - A CPMI confirma que a reforma na Casa da Dinda foi paga pela Brasil Jet. Cerca de 40 mil estudantes cariocas, convocados pela UNE, pediram o impeachment de Collor.
26 de agosto de 1992 - Depois de 85 dias de trabalho da CPMI, o Senador Amir Lando conclui seu relatório, que incrimina o Presidente Collor. O texto é aprovado na Comissão por 16 a favor e 5 contra. Relatório Final da CPMI, publicado no DCD 16/09/1992.
1º de setembro de 1992 - Em meio a uma onda de manifestações por todo o país, os Presidentes da ABI, Barbosa Lima Sobrinho, e da OAB, Marcelo Lavenère, apresentam à Câmara dos Deputados o pedido de impeachment do Presidente Collor.
03 de setembro de 1992 - A Câmara institui Comissão Especial para dar parecer sobre a Denúncia contra o Presidente da República por crime de responsabilidade, tendo como Presidente, Deputado Gastone Righi, e Relator, Deputado Nelson Jobim. Tramitação da matéria.
29 de setembro de 1992 - A Câmara dos Deputados vota a favor da abertura do processo de impeachment de Collor por 441 votos a favor, 38 contra, 1 abstenção e 23 ausentes.
1º de outubro de 1992 - O processo de impeachment é instaurado no Senado Federal. Tramitação da matériaArquivo em PDF.
2 de outubro de 1992 – Presidente Fernando Collor é afastado da Presidência da República até o Senado Federal concluir o processo de impeachment. O Vice-Presidente Itamar Franco assume provisoriamente o Governo e começa a escolher sua equipe ministerial.
29 de dezembro de 1992 - Começa o julgamento do Presidente Fernando Collor no Senado Federal. O Presidente Collor renuncia por meio de uma carta lida pelo advogado Dr. José Moura Rocha para evitar o impeachment.
30 de dezembro de 1992 - Por 76 votos a favor e 2 contra, Fernando Collor é condenado à inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.
RESOLUÇÃO Nº 101, DE 1992 - Dispõe sobre sanções no Processo de Impeachment contra o Presidente da República, Fernando Affonso Collor de Mello, e dá outras providências.

IV - DISCURSOS SELECIONADOS

  
V - VOTAÇÃO, NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, DO PARECER DA COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A OFERECER PARECER SOBRE A DENÚNCIA CONTRA O SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA POR CRIME DE RESPONSABILIDADE. 

Sessão da Câmara dos Deputados de 28/09/1992 – Discussão do parecer da Comissão Especial destinada a oferecer parecer sobre a denúncia contra Sr. Presidente da República por crime de responsabilidade.
Sessão da Câmara dos Deputados de 29/09/1992 - Votação do parecer da Comissão Especial destinada a oferecer parecer sobre a denúncia contra Sr. Presidente da República por crime de responsabilidade.

VI - VÍDEO


VII – MAIS INFORMAÇÕES

          O processo contra o então Presidente Fernando Collor de Mello trata de crime de responsabilidade, definido no artigo 85, e é de caráter essencialmente político - o que tira o processo de impeachment da alçada do Poder Judiciário. Apesar disso, o Presidente Collor foi julgado e condenado pelo Judiciário e posteriormente absolvido.

        Collor renunciou ao mandato pouco antes do início do julgamento do Senado Federal. Naquela Casa, essa decisão gerou muita polêmica. Alguns juristas consideraram que o julgamento, após a renúncia, não deveria ter acontecido. Assim, a questão acabou sendo decidida no Supremo Tribunal Federal, em sessão presidida pelo Ministro Sydney Sanches - que ratificou o resultado do Senado Federal pela perda do cargo de Presidente da República e pela inabilitação política de Collor por oito anos.

           Fernando Collor obteve vitória jurídica em 1994, quando foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal. Em 2006, foi eleito Senador da República, representante do Estado de Alagoas, pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Assim que tomou posse no Senado Federal, em 1º de fevereiro de 2007, migrou para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

          O já Senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) encenou um momento histórico ao fazer seu primeiro pronunciamento, na volta ao Congresso Nacional. Durante três horas e meia, em 15 de março de 2007, ao longo de 99 páginas, fez um balanço sobre a crise que levou a seu impeachment em 1992. Concluiu dizendo: "Eu não vim para lastimar o passado. Vim para sepultar de vez esta dolorosa lembrança."
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ENDEREÇOS
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01 • A MUDANÇA